TESTE CALIFORNIANO PARA MASTITE E CONTAGEM BACTERIANA TOTAL DO LEITE DE OVELHAS CRIOULAS LANADAS

Autores

  • Diulia Galvani
  • Cintia Saydelles da Rosa
  • Gabriela Caillava da Porcincula
  • Fernanda Marchezan Barchet
  • Êmili Hernandes Gonçalves
  • Gladis Ferreira Corrêa

Palavras-chave:

Mastite, subclínica, Ordenha, Manual, Pré, diping, Unidades, Formadoras, Colônia

Resumo

A região da Campanha do Rio Grande do Sul necessita de propostas e desenvolvimento de sistemas de produção de leite, uma vez que, esse subproduto da ovelha apresenta características que o diferenciam das demais espécies. Entretanto, é necessário adaptar técnicas de avaliação da qualidade bacteriológica do leite comumentemente utilizadas em rebanhos leiteiros bovinos, e, portanto, é imprescindível conhecer os padrões que servirão para o leite ovino. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficácia do Teste Californiano para Mastite (CMT) para o leite ovino, frente a Contagem Bacteriana Total (CBT) do leite de ovelhas Crioulas Lanadas. O experimento foi desenvolvido no Setor de Ovinocultura da Fazenda Escola da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) Campus Dom Pedrito, no mês de agosto de 2019. Foram utilizadas 26 ovelhas lactantes da raça Crioula Lanada, as quais foram ordenhadas manualmente. A ordenha aconteceu em plataforma especifica e os animais receberam injeção intramuscular profunda de 15 UI de ocitocina, para auxiliar a ejeção do leite. Uma vez os animais na plataforma, os tetos foram embebidos em solução desinfetante a base de iodo, para posteriormente ser realizado o Teste do Californiano para Mastite (CMT), em cada um dos meios mamários. Quando as amostras de leite obtinham duas ou três cruzes no CMT, eram coletadas porções individuais de cada meio mamário em frascos esterilizados. Essas amostras foram remetidas sob refrigeração ao Laboratório de Microbiologia e Parasitologia da UNIPAMPA/Campus Dom Pedrito para realização de Contagem Bacteriana Total (CBT) em alimentos, com o plaqueamento do tipo superfície e o meio de cultivo Ágar Padrão para Contagem (PCA), incubado a 35±1ºC/48±2h. Foi realizada uma análise descritiva para avaliar a dispersão dos dados, com cálculo dos valores médios através do proc means e proc glm do R. Das 26 ovelhas avaliadas, 26,92% apresentaram CMT negativo, 26,92% apresentaram uma cruz, 15,38% duas cruzes e 3,85% apresentaram três cruzes. Em 24% dos animais não foi possível realizar a avaliação. No CBT esquerdo para animais com duas cruzes a média foi de unidades formadoras de colônias/mL foi de 306,70 e apenas um animal apresentou três cruzes, com 10.000 UFC/mL. No CBT direito, a média encontrada foi de 6.440 UFC/mL e não tivemos caso de animais com três cruzes no CBT do teto direito. Em três das amostras analisadas não houve crescimento bacteriano, mesmo os resultados de CMT terem apresentado duas e três cruzes. E somente 4 amostras apresentaram mais de 1.000UFC/mL. Estes resultados corroboram com o descrito na literatura que afirma que o CMT não é o método mais adequado para determinação de mastite subclínica em ovinos, uma vez que os resultados CMT dependem do numero de leucócitos na secreção da glândula mamaria e não necessariamente da presença de bactérias. O Teste Californiano para Mastite não teve eficácia na detecção de mastite subclínica em ovelhas Crioulas Lanadas.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

TESTE CALIFORNIANO PARA MASTITE E CONTAGEM BACTERIANA TOTAL DO LEITE DE OVELHAS CRIOULAS LANADAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101267. Acesso em: 14 maio. 2026.