TAXA DE RUMINAÇÃO DE BOVINOS LEITEIROS SAUDÁVEIS E COM E MASTITE CLÍNICA
Palavras-chave:
Doença, Produção, RuminantesResumo
Uma das doenças que mais acometem vacas leiteiras durante o período de lactação é a mastite clínica (MC), inflamação da glândula mamaria, possuindo uma incidência que varia de 30 a 50% dentro dos rebanhos As principais consequências dessa doença são as perdas econômicas que podem chegar a 64,3% da produção de leite. Assim, pensando no grande impacto na cadeia produtiva do leite buscam-se formas eficazes no diagnóstico preditivo desta enfermidade, sendo o uso de sensores acoplados em coleiras uma forma promissora nesses casos, visto que os mesmos mensuram as taxas de ruminação (TR) para definir se o animal está em repouso, atividade ou ruminando. O objetivo consistiu em avaliar a taxa média de ruminação de vacas leiteiras no período saudável e com MC frente aos alertas emitidos pelas coleiras de ruminação e aferir esse parâmetro com a estimativa do aparecimento da enfermidade. Utilizou-se dados do monitoramento do tempo de ruminação de 11 vacas da raça Holandês, com média de produção de 38,4 litros, as mesmas eram alojadas em sistema de Compost Barn e faziam uso das coleiras de ruminação C-TECH (chip-inside). Os dados individuais de ruminação, atividade e ócio são gerados 24 horas por dia pelo software CowMed. Para ambos os grupos foi realizada a média da TR para comparar o período que os animais estavam com e sem a doença, sendo o grupo saudável considerando a média do mesmo animal que apresentou a doença 15 dias anteriores ao diagnóstico e grupo MC a média do tempo que o animal ficou com a enfermidade, considerado grupo saudável animais cujo parâmetro analisado estava dentro da normalidade 15 dias antes ao alerta e grupo MC os que tiveram o alerta das coleiras e teste da caneca confirmando à doença. Os dados de todos os animais foram anotados em planilha Microsoft Excel®. Neste estudo foi observado que a taxa média de ruminação dos animais com MC foi de 15,13% menor quando comparados com grupo saudável representando uma taxa de 88 minutos a menos, tornando a TR uma forma de diagnóstico precoce da enfermidade corroborando com estudos que associam a queda na ruminação com o aparecimento de casos de MC, ressaltando significativamente o impacto na produção de leite que demonstraram um decréscimo na ruminação dos animais 5 dias antes do diagnóstico clínico provocando uma redução de 27% da produção de leite (8 kg). Concluímos que o parâmetro estudado neste estudo sugere que a TR seja uma ferramenta promissora para à identificação de vacas com doença subclínica além de, poder trazer benefícios para a saúde e o bem-estar dos animais na fazenda, já que é possível identificar precocemente.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
TAXA DE RUMINAÇÃO DE BOVINOS LEITEIROS SAUDÁVEIS E COM E MASTITE CLÍNICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101252. Acesso em: 3 maio. 2026.