ANESTESIA PARCIAL INTRAVENOSA PARA ESTABILIZAÇÃO CERVICAL EM CANINO

Autores

  • Renata Orlandin
  • Bibiana Welter Pereira
  • Tainã Normanton Guim
  • Gabriela Lugoch
  • Marilia Teresa De Oliveira
  • Diego Vilibaldo Beckmann

Palavras-chave:

Anestesia, balanceada, PIVA, analgesia, multimodal

Resumo

Uma das indicações para a realização de cirurgia na coluna vertebral inclui a estabilização da mesma. Para esse procedimento, é essencial que seja feita uma conduta anestésica correta, visando manter as funções vitais estáveis e garantir analgesia ao animal. Este relato tem como objetivo descrever uma anestesia parcial intravenosa para estabilização cervical em um cão, levando em consideração a individualização do paciente. Para tanto, foi coletada a ficha do animal junto a secretaria do HUVet e posteriormente foi realizada análise do conteúdo. Um canino, fêmea, sem raça definida, dois anos de idade, 16,5 kg e de temperamento dócil foi encaminhado ao HUVet Unipampa para a realização de estabilização vertebral. A avaliação pré-anestésica apresentou frequência cardíaca (FC) de 68 bpm, e o restante dos parâmetros sem alterações dignas de nota, permitindo classificá-lo como ASA II. A medicação pré-anestésica foi feita com fentanil (2,5 mcg/kg IV), com o intuito de auxiliar na analgesia e cetamina S+ (1mg/kg IV), pois promove menos efeitos colaterais se comparada à cetamina racêmica. Após administrada a medicação pré-anestésica, o grau de sedação do animal foi classificado como intenso. Para a indução, foi utilizado propofol (1,15 mg/kg IV) associado ao diazepam (0,5 mg/kg IV) para atuar em sinergismo com o anestésico e diminuir seus efeitos adversos, o que permitiu a intubação endotraqueal. A manutenção anestésica foi feita com isofluorano, dexmedetomidina e fentanil. O volume de isofluorano utilizado inicialmente foi 2,1% e, com base no monitoramento do paciente, foi possível baixar o volume para 0,4%, fato atribuído à associação medicamentosa estabelecida. Como esses fármacos causam depressão respiratória, foi instituída ventilação controlada e a frequência respiratória foi ajustada para manter a EtCO2 entre 35 e 40 mmHg. A taxa de infusão contínua de dexmedetomidina foi variável (2-1 mcg/kg/h), enquanto para a administração de fentanil optou-se por infusão contínua em taxa fixa de 5 mcg/kg/h. Esses fármacos também auxiliaram na analgesia e no relaxamento muscular do paciente. Sob infusão contínua, a dexmedetomidina tem efeito vasoconstritor, promovendo bradicardia, mas mantendo a pressão arterial normal por mecanismos compensatórios, como observado no caso, em que a frequência cardíaca se manteve na média de 51 ± 7 bpm, com a pressão arterial sistólica de 137 ± 11 mmHg. Outros parâmetros fisiológicos também foram monitorados durante todo o período transanestésico, como a temperatura corporal, que ficou em média 36,9ºC. O paciente se manteve estável durante todo esse período e após o término do procedimento apresentou rápida recuperação sem excitação. Concluiu-se que o protocolo anestésico atingiu o efeito desejado no paciente, como analgesia e baixo requerimento de anestésicos gerais, o que promoveu grande estabilidade dos parâmetros vitais.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

ANESTESIA PARCIAL INTRAVENOSA PARA ESTABILIZAÇÃO CERVICAL EM CANINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101237. Acesso em: 3 maio. 2026.