MELOXICAM ORAL PREEMPTIVO COMO ADJUVANTE NA ANALGESIA TRANSOPERATÓRIA

Autores

  • Dieine Machado
  • Gabriela Lugoch
  • Jorge Abrão Pinto Vilela
  • Sandy Liara Primaz
  • Marilia Teresa De Oliveira
  • Diego Vilibaldo Beckmann

Palavras-chave:

AINE, Nocicepção, Analgesia

Resumo

A dor é conceituada como uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável que está associada a lesões reais ou potenciais, portanto, num animal submetido à anestesia geral onde existe perda da consciência, a qualidade da analgesia instituída é avaliada pela resposta autonômica aos estímulos nociceptivos. Diante disso o objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficácia do meloxicam administrado de forma preemptiva como adjuvante na analgesia transoperatória em cadelas submetidas à ovariohisterectomia eletiva. Após aprovação da Comissão de Ética no Uso de Animais sob o protocolo 037/2017, foram selecionadas 20 cadelas adultas, pesando entre 10 e 15 Kg, para realização de ovarioshisterectomia (OVH). Todos os animais receberam meloxicam (0,2 mg.kg-1) por via oral, quatro horas antes do procedimento cirúrgico. Como MPA foi utilizado morfina (0,3 mg.kg-1, IM) e acepromazina (0,03 mg.kg-1, IM), a indução foi realizada com propofol (4 mg.kg-1 I.V) e a anestesia geral foi mantida com isofluorano vaporizado em oxigênio a 100%. A avaliação da analgesia transoperatória foi realizada pela aferição da pressão arterial média (PAM) obtida pelo método invasivo de cateterização da artéria auricular e pela aferição da frequência cardíaca (FC) obtida por oximetria de pulso. Esses parâmetros foram mensurados e tidos como basais (Mbasal) após a estabilização do plano anestésico. Esses parâmetros também foram mensurados após o início da celiotomia (Mcelio), na hemostasia do complexo arteriovenoso ovariano (CAVO) direito e esquerdo (McavoD/ McavoE), na hemostasia do corpo do útero (Mcorpo) e ao final da síntese de pele (Mfinal). A analgesia suplementar (fentanil 2,5 mg.kg-1 I.V) foi instituída para os animais que apresentaram aumento superior a 30% nessas variáveis quando comparadas ao MBasal. Após o término do procedimento os pacientes eram despertos e encaminhados aos cuidados pós-operatórios. O reconhecimento e a identificação da nocicepção durante um procedimento cirúrgico é de suma importância já que a anestesia geral não inibe os processos neuronais do sistema nervoso central e periférico responsivos a dor, o que pode provocar uma sensibilização no sistema nervoso central e maior sensibilidade dolorosa no pós-operatório. Dentre os 20 animais selecionados para o estudo, 40% deles necessitaram de suplementação analgésica em momentos distintos, totalizando 18 resgates analgésicos, coincidindo com os momentos em que houve uma maior manipulação tecidual. Apesar da maioria dos animais não necessitarem de analgesia suplementar, os reais benefícios do uso de meloxicam preemptivo como adjuvante na analgesia transoperatória, levando em consideração o protocolo anestésico utilizado no presente estudo, ainda precisam ser elucidados. Palavras-chave: AINE. Nocicepção. Analgesia.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

MELOXICAM ORAL PREEMPTIVO COMO ADJUVANTE NA ANALGESIA TRANSOPERATÓRIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101236. Acesso em: 3 maio. 2026.