ANALGESIA PÓS OPERATÓRIA CONFERIDA POR MELOXICAM PREEMPTIVO EM CADELAS
Palavras-chave:
Escala, Glasgow, Modificada, 1, Dor, aguda, 2, Anti-inflamatório, não, esteroidal, 3Resumo
A ovariohisterectomia (OH) é o procedimento eletivo mais realizado em cadelas, cuja dor deve ser controlada a partir de terapia farmacológica. A administração de analgésicos antes do início do estímulo provém maior alívio da dor ao término do procedimento, e os anti-inflamatórios não esteroidais podem ser utilizados para esse fim. Dessa forma, o estudo objetivou avaliar a analgesia conferida por meloxicam preemptivo por via oral após OH (CEUA UNIPAMPA 037/2017). Foram selecionadas 20 cadelas adultas, hígidas, pesando entre 10 e 15 kg. Os animais foram recebidos 24 horas antes do experimento para ambientação. Posteriormente receberam meloxicam (0,2 mg.kg-1, v.o.) quatro horas anteriores à OH. Foram administrados acepromazina (0,03 mg.kg-1, i.m.) e morfina (0,3 mg.kg-1, i.m.), como medicação pré-anestésica, indução com propofol (i.v.) ao efeito e manutenção com anestésico inalatório isofluorano e então realizada cirurgia. A avaliação da analgesia pós-operatória foi realizada por meio da Escala de Glasgow Modificada (EGM). A pontuação máxima da escala totaliza 24 pontos, configurando a pior dor possível. Foi estabelecido resgate analgésico com metadona (3mg.kg-1, i.m) se imputados valores acima de seis pontos. Após avaliação basal (M0), realizada antes do início do procedimento, prosseguiu-se com a avaliação da dor pós-cirúrgica 60 minutos após a extubação, em intervalos de uma hora nas primeiras quatro horas (M1 a M4), às 6 h (M6), às 8 h (M8), às 12 h (M12) e às 24 h (M24) pós-extubação. Ainda, foi avaliado o grau de sedação nas quatro primeiras horas, conforme a postura do animal, estado mental e habilidade de se manter em estação e andar. Neste estudo, nenhum animal necessitou de resgate analgésico pós-operatório, diferente do observado em um estudo em que foi utilizado meloxicam (0,1 mg.kg-1, v.o.) duas horas prévio a OH, em que 25% das cadelas e 91% de gatas necessitaram de analgesia de resgate. Em M1, três animais foram elencados como cinco na escala de dor, sendo que dois recusaram-se a andar e um mostrou-se lento. Esses mesmos animais apresentaram sedação moderada a intensa, sendo a ausência da mobilidade observada na EGM relacionada ao grau de sedação. Quando a região abdominal próxima à ferida cirúrgica foi palpada, somente um animal olhou ao redor e os demais (95%) ignoraram a manobra. Duas horas após extubação, apenas um animal se recusou a andar em decorrência da sedação moderada. Em M6, 85% das cadelas apresentaram comportamento sem alterações na EGM, sendo que somente dois animais (10%) ainda apresentavam-se quietos, porém confortáveis em avaliação geral, e um (5%) apresentou andar desajeitado. Com base na avaliação da dor, o meloxicam administrado por via oral quatro horas antes da OH conferiu analgesia pós-operatória em cadelas.Downloads
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Publicado
2020-03-30
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANALGESIA PÓS OPERATÓRIA CONFERIDA POR MELOXICAM PREEMPTIVO EM CADELAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101234. Acesso em: 14 maio. 2026.