CONSTITUINTES FIBROSOS DE MILHETO E SORGOS NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL

Autores

  • Taiani Gayer
  • Letícia Fraporti
  • Alessandra Ariane Capinus
  • Bruna Brandão Flores
  • Édipo Alex Malavolta Ramão
  • Deise Dalazen Castagnara

Palavras-chave:

Ruminantes, Fibra, FDN, FDA

Resumo

INTRODUÇÃO: A escassez de forrageiras de alta produção e valor nutricional ainda é um fator prejudicial na região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Existem espécies de plantas com potencial produtivo para essa região, como o sorgo e milheto, porém, seu desempenho necessita ser estudado em ensaios na região. O objetivo desse estudo foi avaliar os constituintes fibrosos de três sorgos e um milheto produzidos na região Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. METODOLOGIA: O experimento foi conduzido no Tambo de Leite da Universidade Federal do Pampa/Uruguaiana, implantado em 05/11/2016, sob o delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos estudados foram três sorgos (Supremo, Dom Verdeo 802, Atlântica R27) e um cultivar de milheto (Milheto BRS 1503) em três ciclos de pastejo. No pastejo utilizou-se vacas Holandês e Jersey até obter a altura de resíduo pós-pastejo recomendadas para as culturas. Para as análises bromatológicas foram coletadas amostras da área pastejável nos dias 05/01, 01/02 e 22/02 de 2017. As análises realizadas foram de matéria seca (MS), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente ácido (FDA), celulose (CEL), hemicelulose (HEM) e lignina (LIG). Os dados obtidos foram submetidos a teste de variância e as médias analisadas pelo teste de Tukey (5%). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os híbridos de sorgo apresentaram teor de MS superior ao de milheto nas duas primeiras avaliações, destacando-se o sorgo pelo alto rendimento de MS. A fibra é fundamental para a nutrição dos ruminantes, sendo uma fonte de energia, participando dos processos fermentativos e relacionada com a saúde ruminal. A fração FDN dos materiais Supremo e DV 802 obtiveram teores elevados quando comparado aos demais, porém todos os cultivares apresentaram valores acima do recomendado, de 55-60% de FDN, qual pode limitar o consumo do animal pelo fator de enchimento ruminal. A porção FDA estima a porção menos digestível da parede celular, onde nesse estudo os valores foram inferiores na pastagem de Milheto na primeira e terceira avaliação quando comparado aos demais materiais, demonstrando que o Milheto possui melhor potencial de digestibilidade. A HEM é considerada o mais complexo carboidrato estrutural e nesse estudo na segunda e terceira avaliação o Milheto obteve os maiores teores desta variável comparado as culturas de sorgo. A LIG é um composto fenólico indigestível, juntamente com a CEL indicam as frações mais indigestíveis da parede celular. Nesse ensaio todos os cultivares de sorgo em ambas avaliações apresentaram os maiores teores de CEL, diferente dos teores obtidos para LIG que na primeira avaliação o Milheto obteve menor teor, porém, nas demais avaliações obteve resultados superiores aos demais. CONCLUSÃO: Os constituintes fibrosos das forragens estudadas apresentaram teores satisfatórios em ambos cultivares estudados, porém o milheto apresentou melhor desempenho quando comprado aos cultivares de sorgo.

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Publicado

2020-03-30

Como Citar

CONSTITUINTES FIBROSOS DE MILHETO E SORGOS NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101233. Acesso em: 3 maio. 2026.