ANÁLISE DO POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE RESÍDUOS DE JABUTICABA (PLINIA CAULIFLORA)
Palavras-chave:
Casca, Compostos, Bioativos, LiofilizaçãoResumo
A crescente busca por uma alimentação mais saudável tem impulsionado pesquisas que visam à utilização de fontes naturais em detrimento de aditivos sintéticos, bem como os benefícios da incorporação destes alimentos na dieta humana. Neste contexto inclui-se a jabuticaba, uma fruta nativa brasileira que apresenta casca de coloração azul-roxeada advinda do elevado teor de compostos bioativos, entre eles as antocianinas. Face ao exposto, o objetivo deste trabalho foi verificar a presença de compostos bioatiavos na casca da jabuticaba. Para tal, utilizou-se o fruto da espécie Plinia Cauliflora, colhido em setembro de 2017 no município de São José do Cedro SC. As cascas foram manualmente separadas da polpa, lavadas com água corrente, higienizadas com solução de hipoclorito de sódio (0,03 %) e posteriormente armazenadas em sacos herméticos e acondicionadas em freezer à -18 °C. As amostras congeladas foram submetidas ao processo de liofilização, realizado em liofilizador LS3000 da marca Terroni, o qual teve duração de 48 horas. Para a obtenção dos extratos, primeiramente realizou-se a moagem das cascas liofilizadas em moinho analítico a fim de reduzir o tamanho da partícula. Em seguida, pesou-se 1 g de amostra moída e adicionou-se 50 mL de solução etanol:água 50 % (v/v). A mistura foi encaminhada a Shaker, marca Nova Ética, onde permaneceu pelo período de 1 h sob agitação constante de 150 rpm. Transcorrido o tempo de agitação, os extratos foram filtrados à vácuo onde utilizou-se, como meio filtrante, papel filtro de 125 mm de diâmetro. Para a análise de compostos fenólicos utilizou-se o método de Folin Ciocalteau que faz uso deste reagente para promover uma reação colorimétrica de oxidação/redução dos fenóis. Para a quantificação do potencial antioxidante, utilizou-se o método de DPPH que se baseia na transferência de elétrons onde o reagente DPPH é reduzido e seu radical é capturado por antioxidantes fazendo com que ocorra um decréscimo na absorbância do extrato. Assim, através do estudo, foi possível comprovar o potencial bioativo da casca da jabuticaba podendo esta ser incorporada a alimentos com o intuito de agregar valor ao produto.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANÁLISE DO POTENCIAL ANTIOXIDANTE DE RESÍDUOS DE JABUTICABA (PLINIA CAULIFLORA). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101138. Acesso em: 2 maio. 2026.