A VIDA E A POLÍTICA EM CONFINAMENTO:A CRIAÇÃO INDUSTRIAL DE SUÍNOS PARA ABATE
Palavras-chave:
Antropologia, Relação, humano-animal, Política, animal, Filosofia, EtnografiaResumo
A região noroeste do Rio Grande do Sul é responsável pela maior concentração de granjas de criação de suínos para abate no estado (granjas integradas 56% e granjas independentes 34%) segundo dados do Departamento de Defesa Agropecuária DDA de 2013. A cidade de Rodeio Bonito, com 5 mil habitantes, é responsável por abater mais de 60 mil porcos por ano, e está em quinto lugar no ranking de suínos para abate do IBGE. A indústria gerada para os cuidados destes animais, evidenciada pela circulação de caminhões que os transportam pelas estradas de chão do interior e no asfalto dos pequenos centros urbanos das cidades da região, é fundamental para dar os primeiros passos de contato com as redes de criação industrial de suínos para abate. Os animais deixam um lastro de cheiro intenso que emana das cargas transportadas a qualquer horário do dia, todos os dias da semana em Rodeio Bonito, cidade em que é iniciada a etnografia. No emaranhado da vida política da cidade a principal empresa suinocultora, e a criação de suínos nos chiqueirões por cuidadores dedicados, faz emergir uma relação entre os porcos e os humanos que perpassa o fluxo contínuo da vida para a morte a que estes animais estão fadados, adentrando a vida pública local, através dos transportes e rumores dos próprios criadores em relação ao modo de vida que é estabelecido ao animal. Um envolvimento para desenvolvimento, que não escapa à lógica antropocêntrica e liberal global é acompanhado através da convivência local com os porcos, seus cuidadores, o transporte dos animais no meio urbano e os acontecimentos políticos da cidade.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A VIDA E A POLÍTICA EM CONFINAMENTO:A CRIAÇÃO INDUSTRIAL DE SUÍNOS PARA ABATE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101084. Acesso em: 2 maio. 2026.