A ELABORAÇÃO DE BANCOS DE DADOS NO TRABALHO HISTORIOGRÁFICO E SUA IMPORTÂNCIA

Autores

  • Nycole Andrade
  • Thiérry Feijó Alves
  • Cassia Daiane Macedo Da Silveira

Palavras-chave:

Primeira, República, Redes, Sociais, Ordenação, fontes

Resumo

Esta apresentação é parte da pesquisa Organização literária na fronteira durante a Primeira República, ainda em andamento, desenvolvida pela Profª. Drª. Cássia Silveira, que acompanha a trajetória do intelectual João Pinto da Silva e objetiva compreender a constituição de suas redes de interlocução no meio literário e político brasileiro. Para organizar os documentos analisados os discentes desenvolveram dois bancos de dados que permitem melhor organização e extração das informações, e acesso fácil e rápido aos documentos. O primeiro se refere ao espaço literário em que João Pinto da Silva atuava e é composto pelos livros publicados no estado entre 1911 e 1930, com base no compêndio Escritores do Rio Grande do Sul, de Ari Martins, encontrando-se mais de 1400 títulos, dispersos em vários gêneros. Nesse sentido, nossa pesquisa compilou informações acerca de autores, títulos, anos e editoras das publicações. Atualmente, tal banco de dados tem tido suas informações combinadas com as publicações guardadas na Coleção Júlio Petersen, da PUCRS, em Porto Alegre, possibilitando análises de diversas ordens. O segundo banco de dados se refere às relações políticas estabelecidas no âmbito do PRR, ao qual João Pinto da Silva era filhado desde 1910. Nele foram compiladas cartas de cidadãos jaguarenses endereçadas ao então presidente do estado, Borges de Medeiros, as quais integram o fundo Borges de Medeiros, do IHGRGS, de Porto Alegre. Após consulta à bibliografia sobre o tema, estruturamos o banco de dados em duas tabelas: Missivas e Menções. A primeira objetiva uma organização mais prática das cartas e é composta pelos seguintes campos: data, número do documento, remetente, local do remetente, destinatário, local do destinatário, locais citados, pessoas citadas, instituição relacionada, resumo do assunto da correspondência, anotações, além do documento anexado. A tabela Menções é uma extensão da primeira e é composta pelos campos: número do documento, pessoas citadas, profissão, localidade em que exerciam a profissão e instituição relacionada. Esta é uma tabela ainda em construção, pois após esgotarmos as cartas, pretendemos ainda utilizar inventários, habilitações para casamentos e outros processos presentes no Arquivo Público do Rio Grande do Sul. Este segundo banco de dados poderá muito em breve ser utilizado, como nos ensina José Murilo de Carvalho, para a compreensão da razão clientelista vigente na Primeira República, fornecendo subsídios sobre aquele contexto.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

A ELABORAÇÃO DE BANCOS DE DADOS NO TRABALHO HISTORIOGRÁFICO E SUA IMPORTÂNCIA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101079. Acesso em: 3 maio. 2026.