A INTERCULTURALIDADE FRONTEIRIÇA

Autores

  • Cristian da Silva
  • Suélen Barbo Ccalixto
  • Álvaro Rodrigo dos Santos dos Prazeres
  • Juliana Brandao Machado

Palavras-chave:

educação, interculturalidade, língua, espanhola

Resumo

A INTERCULTURALIDADE FRONTEIRIÇA O Brasil, estando localizado na América do Sul, cercado por países com o espanhol como língua materna, no ano de 2016 aprovou uma medida provisória e, que tornou-se lei com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que inclui o estudo da língua inglesa obrigatório, tornando o estudo da língua espanhola optativo nas escolas públicas. Desconsiderando programas anteriormente criados que visavam escolas de fronteiras bilíngues e interculturais, como o Programa Escolas Interculturais de Fronteira (PEIF), desenvolvido no âmbito do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), em cidades brasileiras na região de fronteira, que tinha como principal objetivo promover a integração regional por meio da educação intercultural que garanta formação integral às crianças e aos jovens nas regiões de fronteira do Brasil. Este trabalho tem como objetivo compreender o impacto causado pelo fim de programas como o PEIF nas cidades fronteiriças. Foi realizado a partir de uma análise documental de cunho qualitativo e justifica-se pela necessidade de se compreender a importância do ensino da língua espanhola em escolas fronteiriças considerando a diversidade cultural existente em cidades de fronteira e a possível interação social existente na região. Movimentações sociais e de instituições educacionais manifestam a insatisfação da sociedade frente ao fim da obrigatoriedade do ensino da língua espanhola. Essa insatisfação social deu origem ao movimento #FicaEspanhol, caracterizado por apoiar a permanência da obrigatoriedade do ensino de língua espanhola no Ensino Médio brasileiro. No estado do Rio Grande do Sul, os integrantes desse movimento alegam defender essa obrigatoriedade, visto que a pluralidade linguística faz parte do estado e não pode ser ignorada na educação.Compreendemos que o fim de programas que visam a integração intercultural na região fronteiriça e o descompromisso do Estado com as pessoas que moram nestas regiões contribuíram para o fim da obrigatoriedade do ensino de língua espanhola no país. Consideramos essas atitudes equivocadas, pois não levam em conta o fluxo cultural existente nas localidades de fronteira. Entendemos que o ensino linguístico e cultural dos países vizinhos contribuem para a minimização de preconceitos e a formação plena do cidadão brasileiro.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

A INTERCULTURALIDADE FRONTEIRIÇA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/101069. Acesso em: 2 maio. 2026.