ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E SEU EFEITO NOS PARÂMETROS BIOQUÍMICOS DA FARINHA DE COUVE MANTEIGA.

Autores

  • Juliana da Silva
  • Juliana Paulo Cancio da Silva
  • Ana Ceolin Colpo
  • Guilherme Cassão Marques Bragança
  • Vera Maria de Souza Bortolini

Palavras-chave:

Drosophila, Melanogaster, Couve, Nutrição

Resumo

Introdução: A prevenção de certas doenças tem sido associada a uma ingestão adequada de Fibra Alimentar. FA considerada como um dos principais componentes de vegetais, frutas e cereais integrais, permitiu que estes alimentos pudessem ser incluídos na categoria dos alimentos funcionais. Neste contexto temos a couve manteiga (Brassica oleracea L. var. acephala) que é uma das hortaliças mais consumidas no Brasil, principalmente no sul do país na região da campanha. Drosophila melanogaster é um inseto da ordem Diptera. Possui prole numerosa, ciclo de vida curto, baixo custo e é de fácil manutenção em laboratório. Objetivo: Analisar os efeitos da farinha de couve nos parâmetros bioquímicos em Drosophila melanogaster. Metodologia: Para este estudo, adquiriu-se a couve manteiga no comércio local na cidade de Bagé/RS. A farinha de couve foi elaborada no Laboratório de Nutrição e Dietética da Universidade da Região da Campanha- URCAMP. Foram preparadas três dietas, uma padrão e as restantes com concentrações diferentes de farinha de couve (10 e 20% respectivamente). A dieta padrão foi elaborada com uma mistura padronizada com ágar, fermento, farinha de milho, nipazol, solução ácida e água, representando o grupo controle. Posteriormente foram acrescentadas as quantidades de farinha de couve. As moscas ficaram em contato com a dieta pelo período de 7 dias. Por fim foram homogeneizadas, centrifugadas e congeladas para a realização das análises bioquímicas, na qual foi obtido o valor de triglicerideos, proteina, glicose e atividade antioxidante. A atividade antioxidante foi avaliada por meio do método denominado 2,2-difenil-1-picril-hidrazila (DPPH), no Laboratório de Farmácia da Urcamp. Resultados: No grupo controle, obteve os seguindo valores: triglicerídeos 2.89 ±0.16, glicose 4.58 ±0.15 e proteína 2.52±0.18. Quando acrescentado 10% e 20 % de farinha de couve nas dietas, constatou-se uma diminuição dos triglicérides e na glicose relacionando o aumento da farinha de couve com o decréscimo das taxas. Provavelmente este resultado esteja relacionado à presença da FA na farinha de couve. Nas moscas submetidas à concentração de 20% de farinha de couve, houve uma redução da atividade proteica. Em relação a atividade antioxidante obteve uma média de 14,12±0.02 µM Trolox -1 /g em três determinações o que confirma que a farinha de couve apresenta uma atividade antioxidante relevante. Conclusão: A utilização da couve (Brassica oleracea L.) como substrato alimentar do modelo experimental Drosophila melanogaster obteve resultados benéficos em ambos experimentos. Sugere-se a realização de mais estudos para a comprovação destes resultados.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE E SEU EFEITO NOS PARÂMETROS BIOQUÍMICOS DA FARINHA DE COUVE MANTEIGA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100982. Acesso em: 13 maio. 2026.