POSTURA CRÂNIO-CERVICAL E DESVANTAGENS VOCAIS EM PROFESSORAS COM LARINGE NORMAL, QUEIXAS VOCAIS E OSTEOMUSCULARES
Palavras-chave:
professores, postura, disfoniaResumo
Introdução: Professores fazem parte de uma classe trabalhadora que depende da voz para exercer a sua função na sociedade. Ainda, a literatura apresenta evidências da importância de uma postura adequada para um bom desempenho e manutenção da saúde vocal. Tendo em vista a influência que a postura inadequada pode exercer sobre a presença de desvantagens vocais, justifica-se o presente estudo. Objetivo: Verificar a postura crânio-cervical e o Índice de Desvantagens Vocais (IDV) em professoras com laringe normal e queixas vocais e osteomusculares. Métodos: Dados preliminares de uma pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSM (76336417.2.0000.5346). cujas participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram incluídas: professoras em atividade, atuantes em todos os níveis de ensino na cidade de Santa Maria/RS; faixa etária de 19 a 60 anos, laringe normal. Os critérios de exclusão foram: ser professora de Língua Brasileira de Sinais, de salas de apoio, de canto e ou de música; ministrar a disciplina de Educação Física ou desempenhar atividades administrativas, ser cantor amador ou profissional; referir hábitos de etilismo e/ou tabagismo. Quatorze professoras foram examinadas por médico otorrinolaringologista; realizaram avaliação postural com uso de SAPo v 0.69/2016®, analisando-se três ângulos para medir a posição da cabeça; e responderam ao IDV composto por 30 questões (10 do domínio funcional com ponto de corte=7,5; 10 do domínio orgânico com ponto de corte=10,5; e, 10 do domínio emocional com ponto de corte=3). O valor de corte total é de 19 pontos. Quanto maior a pontuação, maior a percepção de desvantagem vocal. Os dados foram analisados descritivamente. Resultados: Os ângulos A1 (48,6 ± 5,92) e FE (156,81 ± 9,28) apresentaram-se dentro do intervalo de normalidade sugerido pela literatura. O A2 (36,27 ± 3,95) mostrou valores menores do que a normalidade, sugerindo que este grupo de professoras apresenta retificação cervical. Para os resultados do IDV, das 14 professoras, cinco (35,7%) ficaram acima do ponto de corte no domínio orgânico (média de 20 pontos); cinco (35,7%) no domínio funcional (média de 12,2 pontos); e cinco (35,7%) no domínio emocional (média de 8 pontos). A média total dos escores foi de 20,1 pontos. Conclusão: No presente estudo, sugere-se que todas as professoras apresentaram retificação cervical além de scores no IDV que convergem para o autor-relato da presença de desvantagens vocais.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
POSTURA CRÂNIO-CERVICAL E DESVANTAGENS VOCAIS EM PROFESSORAS COM LARINGE NORMAL, QUEIXAS VOCAIS E OSTEOMUSCULARES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100951. Acesso em: 2 maio. 2026.