AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE SUPERFICIAL DA MÃO HEMIPLÉGICA

Autores

  • Sandra Paiva
  • Sandra Paiva
  • Silvia Dias

Palavras-chave:

AVC, Fugl, Meyer, sensibilidade

Resumo

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando há uma obstrução ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada. A maioria dos AVC acomete a artéria cerebral média que atinge a função da mão. O senso tátil possibilitado pelo nosso sistema nervoso é um importante ponto de contato com o mundo em nosso redor. Possibilita o discernimento de objetos, ajuda a proteger a pele e tecidos subjacentes contra danos, fornecendo a percepção rápida de um toque leve ou de uma pressão profunda. Alterações do limiar de percepção tátil cutânea podem prejudicar esta capacidade que temos de nos proteger contra objetos ou eventualidades perigosas ao nosso redor. O objetivo desta pesquisa foi avaliar a sensibilidade superficial, do tipo toque leve e de pressão, na mão hemiplégica. Esta pesquisa foi aprovada pelo CEP da Unipampa, número do parecer: 1.551.235. Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e de campo. A coleta foi feita em pacientes hemiplégicos, que estavam em atendimento no Estagio Curricular de Fisioterapia Neurológica no Adulto, no segundo semestre de 2016 até o final do primeiro semestre de 2017. Foi utilizado o estesiômetro e cada filamento possui um peso determinado. Pode-se constatar relação entre a função da mão e a presença ou não da sensibilidade superficial. Foram avaliados 24 pacientes. Todos os pacientes (7) que não apresentaram função na mão hemiplégica não conseguiram identificar nenhum filamento, ou seja, apresentaram perda de sensação profunda: grafestesia e tato leve perdidos; incapacidade de discriminar forma ou calor; sensibilidade dolorosa pode estar presente; cinestesia pode estar presente. O restante dos pacientes (15) começou a sentir os monofilamentos a partir de 2,0 gramas, ou seja, apresentaram a sensibilidade protetora diminuída, o suficiente para prevenir lesões; perda da grafestesia e discriminação de textura (tato leve); dificuldade para discriminar forma e calor; permanece sensação de pressão profunda e dor; cinestesia conservada. A dificuldade desta pesquisa residiu no fato dos pacientes apresentarem dificuldade em responder de maneira honesta o teste, tentavam acertar, arriscando uma resposta positiva. Este tipo de avaliação serviu para rever plano de tratamento e incluir condutas sensório-motoras e somente sensoriais para o membro superior hemiplégico, bem como orientar os pacientes aos cuidados que deveriam tomar com sua mão plégica.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE SUPERFICIAL DA MÃO HEMIPLÉGICA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100932. Acesso em: 1 maio. 2026.