USO DE NANOTECNOLOGIA CONTRA O DANO OXIDATIVO DECORRENTE DA ISQUEMIA E REPERFUSÃO CEREBRAL

Autores

  • Eduarda Fidelis
  • Edina da Luz Abreu
  • Anne Suely Pinto Savall
  • Allyson Ardais Boneberg
  • Daniel Henrique Hoos
  • Simone Pinton

Palavras-chave:

nanotecnologia, estresse, oxidativo, mitocôndria

Resumo

A isquemia e reperfusão (I/R) cerebral é caracterizada pela interrupção do suprimento de sangue para todo ou parte do cérebro seguido pelo restabelecimento deste fluxo sanguíneo. Dentre os efeitos deletérios deste evento o estresse oxidativo (EO) leva a danos na membrana como disfunção mitocondrial e inflamação nos episódios de I/R desempenhando papel importante na neurodegeneração. Nos últimos anos, o estudo de formulações nanotecnológicas carreadoras de fármacos como uma alternativa terapêutica para diversas doenças vem ganhando importância devido aos bons resultados obtidos em testes pré-clínicos. As nanoestruturas podem facilitar a penetração em tecidos alvo, diminuir os efeitos adversos e melhorar a solubilidade dos compostos nanoencapsulados. O objetivo desse trabalho foi realizar revisão bibliográfica sobre os efeitos de diferentes drogas nanoemcapsuladas no dano oxidativo induzido pela isquemia e reperfusão. Para tal, buscou-se por artigos publicados no banco de dados pubmed pelos termos nanocapsules e ischemia reperfunsion e oxidative stress. Sarkar e colaboradores (2016) demonstraram que nanocápsulas de polilactídeo carregadas com ácido L-ascórbico foram testadas contra lesões oxidativas induzidas por I/R nas mitocondrias de cérebros de ratos. A lesão mitocondrial foi avaliada pela extensão da peroxidação lipídica e o status das enzimas antioxidantes in situ. Os resultados mostraram que, em comparação com o ácido ascórbico livre, a nanocapsula de ácido ascórbico exerceu melhor proteção contra o EO nas mitocôndrias cerebrais, prevenindo o dano oxidativo na lesão I/R mediada por ROS. Assim, como a nonocapsula de quercetina, um antioxidante flavonóide conhecido como um potente antioxidante pela sua configuração polifenólica, resultou em uma proteção significativa contra o EO (peroxidação lipídica e a relação GSSG/GSH) tanto em ratos jovens como ratos velhos após a isquemia e reperfusão. As nanocápsulas de melationa, um agente antioxidante e antiapoptótico exibiu um potencial significativamente maior em concentrações muito mais baixas em relação a melationa não encapsulada em proteger células neuronais e mitocôndrias durante a I/R e restaurou as atividades de enzimas antioxidantes e metaloproteinases da matriz mitocondrial aos seus níveis normais. Esta revisão mostra que a administração de fármacos nanoencapsulados tem efeito neuroprotetor, diminuindo os efeitos resultantes do estresse oxidativo na I/R. Apesar de poucos artigos relacionados a utilização desses nos casos de isquemia e reperfusão cerebral, é evidente a importância do desenvolvimento de estudos para elucidar seus possíveis efeitos terapêuticos.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

USO DE NANOTECNOLOGIA CONTRA O DANO OXIDATIVO DECORRENTE DA ISQUEMIA E REPERFUSÃO CEREBRAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100921. Acesso em: 1 maio. 2026.