AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE E GENOTOXICIDADE DO EXTRATO HIDROETANÓLICA DA CASCA DO IPÊ-AMARELO

Autores

  • Aline Goulart
  • Aline Flores da Silva
  • Andreia Caroline Fernandes Salgueiro
  • Márcio Tavares Costa
  • Hemerson Silva da Rosa
  • Vanderlei Folmer

Palavras-chave:

Plantas, medicinais, Ipê, -amarelo, Citotoxidade

Resumo

Plantas medicinais têm sido utilizadas ao longo dos séculos para tratar as mais diversas afecções. Extratos oriundos das folhas, raízes e casca são administrados a partir de infusão, maceração alcoólica, mascando a planta, entre outros. Entre as famílias botânicas utilizadas, uma das mais populares é Bignoniaceae. Nesta família ocorre os gêneros Tabebuia e Handroanthus, ipês apontados na etnobotânica por sua ação analgésica, antitumoral, antifúngica, anti-inflamatória, antipirético, vulnerário e contra úlceras pépticas, diabetes e anemia. No entanto, efeitos tóxicos destas árvores são pouco explorados. Desta forma, este trabalho visa avaliar a citotoxicidade e genotoxicidade do extrato hidroalcoólico da casca do ipê-amarelo H. chrysotrichus. As cascas de H. chrysotrichus foram coletadas no Campus Uruguaiana da Universidade Federal do Pampa, após identificação e depósito da mesma no herbário da instituição (142/2017). Estas cascas foram submetidas a secagem a 40° C por cinco dias, reduzidas a pó e submetidas à extração (planta: solvente, 1:10, p/v) por técnicas de percolação. A percolação foi realizada por duas horas em coluna de vidro com solução hidroetanólica (70%). Em seguida o extrato foi concentrado com o auxílio de rotaevaporador e liofilizado. Empregou-se náuplios de Artemia salina como modelo de citotoxicidade, os quais foram expostos a diferentes concentrações de H. chrysotrichus. Após 24 horas determinou-se a DL50 e classificou-se o extrato como tóxico quando a DL50 <1000 µg. mL-1. A viabilidade celular, bem como a genotoxicidade, foram testadas em células mononucleares do sangue periférico (PBMC). Após exposição do sangue total a diferentes concentrações (10, 50, 100, 500 µg. mL-1) do extrato por quatro horas, as PBMC foram isoladas usando Histopaque 1077®. Em seguida, avaliou-se a viabilidade destas células por meio do teste de exclusão de corante azul de tripano (0,2%). E utilizou-se o ensaio cometa para a genotoxicidade, onde as células foram pontuadas de 0 a 4 de acordo com o comprimento da cauda. As análises foram baseadas no índice de dano, representado pela soma das células identificadas em cada classe multiplicada pelos valores das classes. Os resultados mostram que o extrato avaliado toxicidade média para o bioensaio com A. salina, com uma DL50 de 276 µg. mL-1 (R² = 0,9912). Porém, não houve diminuição nas células viáveis e aumento significativo no índice de dano genético (p <0,05), quando comparados aos controles. Assim, conclui-se que o extrato analisado não exibe toxicidade em PBMC nas concentrações testadas, mas, possivelmente, apresenta compostos bioativos que precisam ser elucidados.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO DA CITOTOXICIDADE E GENOTOXICIDADE DO EXTRATO HIDROETANÓLICA DA CASCA DO IPÊ-AMARELO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100910. Acesso em: 2 maio. 2026.