OCORRÊNCIA DE ANTICORPOS DE ANAPLASMA MARGINALE NA BOVINOCULTURA LEITEIRA DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL
Palavras-chave:
Sorologia, ELISA, Anaplasma, marginale, vacas, holandesasResumo
A anaplasmose bovina é uma das enfermidades mais prevalentes que afetam negativamente a produção da bovinocultura (GRISI et al., 2014). Uma doença causada pelo Anaplasma marginale, um parasita intra-eritrocitário, que pode causar uma hemólise ao infectar os eritrócitos parasitados (THEILER, 1910; MORETTA et al., 2014). Este patógeno é classificado como uma bactéria gram-negativa da ordem das Rickettsiales (AUBRY et al., 2011). A transmissão deste hemoparasita ocorre de forma biológica (pelo carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus e/ou mecânica (por dípteros e fômites). Os sinais clínicos apresentados pelo animal parasitado são hipertermia, diminuição do apetite, anemia hemolítica e aborto (KOCAN et al., 2003). O impacto econômico do carrapato e dípteros possuem registro de mais de 3 bilhões de dólares em 2014 no Brasil, assim é essencial realizar um levantamento epidemiológico, sendo importante para elucidar esta enfermidade incluindo medidas preventivas que possam minimizar os prejuízos (GRISI et al., 2014; SOTT et al., 2016). O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de anticorpos contra A. marginale em bovinos no município de Sertão, noroeste do Rio Grande do Sul-RS. O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade de Passo Fundo (CEUA-UPF - Protocolo Nº 002/2018) e os produtores assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. O projeto foi executado em dezembro de 2017 em 3 propriedades leiteiras localizadas no município de Sertão, no RS totalizando 181 vacas holandesas com idades entre 3 e 5 anos, em lactação e no período seco. O critério para inclusão das propriedades foi feito com base nos fatores de risco como a vulnerabilidade racial, imunossupressão, volume da produção leiteira, infestações por vetores, interferência climática e movimentação de bovinos e vetores de origens distintas. As amostras de sangue venoso foram encaminhadas ao Laboratório de Imunologia Avançada-UPF para detecção de anticorpos IgG contra A. marginale utilizando o kit para diagnóstico in vitro pelo Ensaio de Imunoabsorção Enzimática Indireto (ELISA). Foram detectados em 100% das fazendas anticorpos para A. marginale. A primeira propriedade apresentou 98,9%, a segunda 100% e a terceira 72,2% de animais positivos. Esta avaliação sorológica mostrou que 91,2% dos animais foram reativos, caracterizando a localização investigada como uma área de estabilidade enzoótica, com isso medidas de controle e prevenção devem ser tomadas, como dar atenção especial aos animais provenientes de áreas de instabilidade enzoótica nas quais há grande percentagem de animais serem susceptíveis à infeção por A. marginale.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
OCORRÊNCIA DE ANTICORPOS DE ANAPLASMA MARGINALE NA BOVINOCULTURA LEITEIRA DO RIO GRANDE DO SUL, BRASIL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100894. Acesso em: 1 maio. 2026.