INFLUÊNCIA DO TEMPO DE CONTATO DE SCLEROTINIA SCLEROTIORUM COM SEMENTES DE GIRASSOL
Palavras-chave:
Helianthus, annuus, mofo, branco, tombamento, mudasResumo
O Girassol é umas das oleaginosas mais cultivadas em todos os continentes por apresentar maior resistência ao calor e ao frio. Algumas doenças são consideradas como um dos principais fatores no declínio da produção, dentre elas se destaca o mofo branco, por estar distribuído em todas as regiões produtoras. As plantas infectadas com o patógeno perdem sua viabilidade na fase de plântula, podendo ocorrer tombamento de pré e pós-emergência. O objetivo deste trabalho foi avaliar os sintomas em girassol de acordo com o tempo de contato do fungo Sclerotinia sclerotiorum com as sementes, antes da semeadura. O experimento foi realizado no Laboratório de Fitopatologia e Microbiologia do Solo da Unipampa Campus Itaqui. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com 4 repetições. O fungo foi repicado para o meio de cultura BDA (Batata-dextrose-ágar) e as placas foram mantidas em câmara climatizada BOD, à temperatura de 22°C, por 7 dias. Após o fungo desenvolver-se por toda a placa, foram semeadas sobre o fungo 160 sementes de girassol. As placas foram colocadas novamente na câmara climatizada. As sementes permaneceram em contato com o fungo por até 24h, sendo que as mesmas foram retiradas nos tempos de 4h, 8h, 12h e 24h, tendo como tratamento testemunha o tempo 0h, utilizando-se sementes que não ficaram em contato com o patógeno. As sementes no tempo 0h (testemunha) foram semeadas diretamente nas gerbox, preenchidas com substrato comercial, sendo 10 sementes por gerbox. Após 4h, 8h, 12h e 24h, foram retiradas 40 sementes que estavam em contato com o fungo das placas e foram semeadas nas gerbox, com o mesmo procedimento realizado no tratamento testemunha. Posteriormente, foram irrigadas e as gerbox foram cobertas por plástico para manter a umidade. As gerbox foram mantidas em temperatura ambiente sobre bancadas. A avaliação foi realizada diariamente, contando número de plantas emergidas por dia, número de plantas sadias e número de plantas tombadas. As sementes que ficaram em contato com o patógeno durante 4h e 8h emergiram na proporção de 65% e 25%, porém ocorreu tombamento de pós-emergência de 80,77% e 80%. Já nas que ficaram em contato com o patógeno durante 12h e 24h ocorreu 100% de tombamento de pré-emergência. Conclui-se que quanto maior o tempo de contato do fungo com a semente maior é a percentagem de tombamento de pré-emergência, influenciando diretamente no estande da cultura de girassol, de acordo com as condições desse trabalho.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
INFLUÊNCIA DO TEMPO DE CONTATO DE SCLEROTINIA SCLEROTIORUM COM SEMENTES DE GIRASSOL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100863. Acesso em: 1 maio. 2026.