ACIDEZ ATIVA E POTENCIAL DO SOLO APÓS A APLICAÇÃO DE GESSO EM TERRAS BAIXAS

Autores

  • Luciano Brauwers
  • Lóren Pacheco Duarte
  • Gian Ghisleni
  • Felipe de Campos Carmona
  • Mateus Westerhofer Goulart
  • Amanda Posselt Martins

Palavras-chave:

Alumínio, Soja, Arroz, Terras, Baixas

Resumo

A utilização do gesso agrícola é uma prática amplamente difundida e com critérios para sua recomendação nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, visando atenuar efeitos deletérios da acidez do solo nas plantas. Contudo, na região Sul e em sistemas produtivos em solos de terras baixas, ainda não há conhecimento de como a aplicação do gesso agrícola pode influenciar na produtividade do arroz irrigado, principal e tradicional cultura de terras baixas, e na produtividade da soja, que vem aumentando sua área cultivada em terras baixas nos últimos anos. Apesar de ser conhecido que, na reação do gesso no solo, não há a liberação de hidroxilas que são capazes de aumentar o pH do solo, alguns autores relatam mudanças nesse atributo após a aplicação. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo verificar o efeito que a aplicação de doses crescentes de gesso causa na acidez ativa e potencial do solo, em áreas de cultivo de arroz e soja em terras baixas. O estudo ocorreu na área experimental da Integrar - Triunfo/RS, em dois solos distintos, com 28 e 16% de argila na camada de 0-20 cm, para a área de arroz e soja respectivamente, em preparo convencional. Os tratamentos consistiram de diferentes doses de gesso, aplicadas em superfície e na pré-semeadura das culturas: 0, 250, 500, 1000, 2000 e 4000 kg/ha. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com 4 repetições. A amostragem do solo foi feita após a colheita das culturas, em quatro camadas: 0-5, 5-10, 10-20 e 20-40 cm. Para este trabalho, foram feitas análises de pH em água (relação 1:1) (acidez ativa) e do índice SMP, com posterior estimativa do H+Al por equações disponíveis na literatura (acidez potencial). Os dados foram submetidos à análise de variância e ao teste de Tukey (p<0,05). Não houve interação entre as fontes de variação camada e dose, apresentando-se, portanto, os efeitos principais. Não houve resposta às doses de gesso aplicadas no pH e na acidez potencial do solo. A acidez potencial, em ambos os casos, arroz e soja, apresentou menores teores na camada superficial e maior na subsuperficial. Ou seja, se observou o mesmo efeito de ausência de resposta ao gesso em solos e cultivos distintos, resultando que a aplicação de gesso em solos de terras baixas não influencia a acidez ativa e potencial.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ACIDEZ ATIVA E POTENCIAL DO SOLO APÓS A APLICAÇÃO DE GESSO EM TERRAS BAIXAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100860. Acesso em: 1 maio. 2026.