REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE PÓS-LARVAS DE TRAÍRA ALIMENTADAS COM DIFERENTES FONTES ALIMENTARES

Autores

  • Rafael Fronza
  • Edemilson Cerezer
  • Dener Silveira Massem
  • Eduardo Primo Oliveira
  • Eduardo da Rosa Aguiar
  • Suzete Rossato

Palavras-chave:

Hoplias, Malabaricus, picicultura, arraçoamento

Resumo

A traíra é um peixe nativo do sul do País, muito apreciada na região central do estado do Rio Grande do Sul, principalmente na região onde se encontra o Instituto Federal de Educação e Ciência farroupilha (IFFar) campus São Vicente do Sul. Esta espécie está presente em grandes quantidades nos viveiros, juntamente com as espécies cultivadas. É uma espécie de hábito alimentar carnívora, onde a produção de alevinos é muito baixa ou inexistente. Este trabalho tem como objetivo acompanhar o desenvolvimento inicial das pós-larvas de traíra alimentadas com diferentes fontes alimentares. O acompanhamento da reprodução das espécies nativas foi realizado no laboratório de Piscicultura do IFFarSVS, nos meses de novembro e dezembro de 2017. Os embriões foram coletados no tanque, onde estavam alojados os casais de traíras (Hoplias Malabaricus), sendo acomodados em incubadoras tipo zoug (60 litros) com renovação ininterrupta de água e temperatura constante de 23ºC. Os embriões foram acompanhados por uma semana. A massa de ovos presentes no ninho de traíra estava no início do desenvolvimento, por isso, foi necessário dar um banho de sal na massa de ovos para soltá-los e manter o desenvolvimento. Após seis dias de desenvolvimento, as pós-larvas de traíra já estavam totalmente eclodidas. As pós-larvas foram divididas em duas incubadoras onde foram nutridos com duas fontes alimentares diferentes: Tratamento 1, Ração comercial (42% PB) + ovo micro-encapsulado e Tratamento 2, Ração comercial + farinha de carne e ossos peneirada. Os animais foram alimentados por 7 dias, a cada 2 horas (8:00 as 17:00) e posteriormente as pós-larvas restantes foram estocadas nos viveiros externos. As pós-larvas, inicialmente, pesaram em torno de 3,0 ± 0,6 mg e mediam 0,85 ± 0,07 mm. Ao final do experimento as pós-larvas do T1 pesavam por volta de 6,27 ± 0,01 mg e mediam 0,638 ± 0,02 mm e T2 pesavam 8,72 ± 0,05 mg e mediam 0,709 ± 0,04 mm. Ao final deste período de avaliação observamos a mortalidade massiva das pós-larvas tanto do Tratamento 1 quando do Tratamento 2. Concluímos que esta espécie por ser de hábito carnívoro, está adaptada a consumo de alimento vivo ou em movimento, por isso o consumo de alimento foi baixo e causou a mortalidade dos animais. Novos experimentos serão realizados para reavaliarmos a alimentação inicial desta espécie e testarmos novas fontes nutricionais, tanto de alimentos inertes como de alimentos vivos.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO INICIAL DE PÓS-LARVAS DE TRAÍRA ALIMENTADAS COM DIFERENTES FONTES ALIMENTARES. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100847. Acesso em: 2 maio. 2026.