ESTUDO PRÉVIO DA TOXICIDADE DO EXTRATO NATURAL DO ENGAÇO DA UVA NO FUNGO GLOEOPHYLUM TRABEUM

Autores

  • Guilherme Valcorte
  • Amanda Grassmann da Silveira
  • Alessandra Simon Huller
  • Maiara Talgatti
  • Elio José Santini

Palavras-chave:

Preservação, madeira, metabólicos, secundários, concentração, fungitóxico

Resumo

No ramo da preservação de madeira, a eficiência de compostos naturais vem sendo avaliada, visando encontrar substâncias que não só aumentem a vida útil de madeiras de baixa durabilidade, mas também causem menor dano ao meio ambiente. A utilização de metabólitos secundários no controle de pragas aparecem como alternativa para suprir a demanda de produtos sustentáveis no setor madeireiro. O engaço da uva é um subproduto vinícola de origem lenhocelulósica, rico em água, matéria lenhosa, resinas, minerais e taninos. Logo, o presente trabalho tem como objetivo analisar o estudo prévio da toxicidade do extrato natural deste subproduto sobre o desenvolvimento do fungo apodrecedor Gloeophylum trabeum. Para a obtenção dos extratos foram separados 250g de engaço para 1L de água destilada equivalente à 12% do vegetal o qual foi submetido à fervura por 1h30min. Posteriormente, a mistura foi triturada em liquidificador e acrescentado mais 1L de água destilada e, em seguida, foi levada para a fervura por mais 30min, para posterior filtragem. Ademais, o extrato foi submetido à esterilização em autoclave a 120°C por 20min e, após este processo, foi incorporado ao meio BDA nas concentrações de 50% e 100%, misturando-os para total homogeneização. Estes meios foram vertidos em placa de Petri com 85mm de diâmetro. Logo que o meio se solidificou, transferiu-se ao centro da placa um disco micelial de 8mm de diâmetro de Gloeophylum trabeum. Durante a avaliação do crescimento do fungo, utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado contendo três tratamentos com cinco repetições cada. O armazenamento das placas foi realizado em estufa incubadora BOD a 25°C no escuro. Já as avaliações foram obtidas a cada 24h a partir da incubação até que o tratamento testemunha completasse a placa, as medidas foram realizadas com paquímetro graduado em milímetros, sendo realizadas pelo método de medidas diametralmente opostas. Diante disso, foi possível usar estes valores para calcular o índice de crescimento micelial (ICM), onde os resultados foram submetidos a análise de variância e posteriormente submetidos ao teste de Tukey, a 5% de probabilidade de erro. Aqui, observou-se que os meios de cultura contendo 100% da concentração apresentaram toxidez ao fungo apodrecedor, seguido pelo tratamento 50%. Sendo assim, o extrato aquoso de engaço da uva demonstrou potencial fungicida. A redução do ICM da espécie Gloeophylum trabeum a partir do extrato aquoso de engaço da uva evidencia a existência de compostos biologicamente ativos, com efeito fungitóxico.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ESTUDO PRÉVIO DA TOXICIDADE DO EXTRATO NATURAL DO ENGAÇO DA UVA NO FUNGO GLOEOPHYLUM TRABEUM. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100843. Acesso em: 1 maio. 2026.