AVALIAÇÃO ENERGÉTICA DE UM SISTEMA DE SECAGEM DE GRÃOS DE SOJA

Autores

  • Marilia de Oliveira
  • Paulo Carteri Coradi

Palavras-chave:

balanço, massa, energia, curva, secagem

Resumo

A demanda comercial da soja é fomentada pelo aumento da população e pelas formas de consumo deste produto, sendo destinados a extração de óleos e farelos alimentando indústrias de ração animal além da exportação para países da Europa e Ásia. Entretanto, o Brasil sofre com o déficit e ineficiência das estruturas de beneficiamento e armazenamento de grãos. Objetivando-se assim avaliar o balanço energético do sistema de secagem de uma unidade de beneficiamento de grãos. O experimento foi realizado na safra 2016/2017, na Cotriel, unidade de Capão do Valo, Rio Pardo, RS. Para a secagem dos grãos foi utilizado um secador de fluxo contínuo, capacidade dinâmica de 40 ton h-1, uma fornalha com consumo médio de lenha 1,40 m³ h-1, os tratamentos foram: Tratamento 1-Grãos de soja seca em secador 1 (SSS1); Tratamento 2-Grãos de soja seca em secador 2 (SSS2); Tratamento 3-Grãos de soja seca em secador 3 (SSS3). Estes partiram de um lote inicial com umidade de 17%, valores em b.u. A temperatura do ar de secagem foi medida através de sensor termopar instalado no próprio secador, a temperatura da massa de grãos foi medida com um termômetro de iodo, os teores de água foram medidos pelo equipamento Motonco 9195. Após foi feito o balanço de massa, energia e a curva de secagem para cada processo realizado. Durante a secagem, o lote SSS1 passou por secagem de 90 minutos, reduzindo os teores de água para 11,5%, variando a temperatura do ar de secagem de 85 a 101 °C. O lote SSS2 passou por secagem de 60 minutos, reduzindo os teores de água para 13,8%, variando a temperatura do ar de secagem de 104 a 122 °C. O lote SSS3 passou por secagem de 60 minutos, reduzindo os teores de água para 14,3%, variando a temperatura do ar de secagem de 104 a 122 °C. Observou-se que quanto menor o teor de água final do produto, maior foi a energia consumida na secagem, maior a vazão mássica de combustível, maior foi a massa de combustível utilizada no processo e melhor foi o rendimento energético do secador, em função da energia de entrada e energia de saída. Também, quanto menor a massa de água evaporada na secagem, maior a massa de produto seco e menor foi o rendimento do processo de secagem que tiveram rendimento de 29,1%, 18,82% e 17,5%, respectivamente.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO ENERGÉTICA DE UM SISTEMA DE SECAGEM DE GRÃOS DE SOJA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100833. Acesso em: 2 maio. 2026.