USO DA MEDIDA DA BAINHA DO NERVO ÓPTICO COMO INDICADOR INDIRETO DA PRESSÃO INTRACRANIANA

Autores

  • Roberta Crivelaro
  • Gabriela Lugoch
  • Tainara Morais Pereira
  • Fernanda Magrini
  • Diego Vilibaldo Beckmann
  • Roberto Thiesen

Palavras-chave:

PIC, TCE, cão, ultrassom

Resumo

Pacientes com alterações na pressão intracraniana (PIC) constituem uma das emergências na rotina de pequenos animais. Os métodos para a aferição apresentam custo elevado e necessitam de equipe e equipamentos especializados. No entanto, a mensuração se faz importante uma vez que o aumento da PIC enseja redução da disponibilidade de oxigênio para o tecido cerebral, acarretando quadros de isquemia e piora no prognóstico dos pacientes. Avanços em diagnóstico por imagem têm contribuído para mudar este cenário. Trabalhos recentes demonstraram que a análise por ultrassom transpalpebral do diâmetro da bainha do nervo óptico pode funcionar como ferramenta indireta para estimar a PIC em cães. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo relatar o caso de um paciente que foi submetido à análise da bainha do nervo óptico, por meio de ultrassonografia transpalpebral, para predizer sua PIC. Foi atendido no Hospital Veterinário Universitário da UNIPAMPA um filhote canino da raça Australian Cattle Dog, com 60 dias de idade, pesando 2,5 kg, vítima de ferida por mordedura infligida pela mãe. No momento da admissão do paciente, este se encontrava apático, magro e com alguns reflexos reduzidos. Iniciou-se imediatamente terapia para traumatismo crânio-encefálico (TCE) com a administração de manitol, fluidoterapia, antibióticos e manejo do animal em ambiente escuro, silencioso e com mínima manipulação. O animal permaneceu estável/leve melhora, porém ao terceiro dia apresentou piora acentuada, optando-se pelo tratamento cirúrgico de craniotomia descompressiva. Já na sala de cirurgia e imediatamente antes do procedimento cirúrgico, a ultrassonografia ocular transpalpebral foi realizada para avaliação do diâmetro da bainha do nervo óptico, o qual apresentou a medida de 0,26 cm. A literatura compulsada sugere que esta medida deveria estar entre 0,91 a 1,75 cm, sendo o valor apresentado inferior abaixo indicando assim que o paciente encontrava-se com a PIC muito abaixo do esperado para o seu peso. Resultado esse confirmado durante o procedimento cirúrgico, uma vez que ao realizar a abertura da calota craniana um grande espaço existia entre os ossos cranianos e o tecido encefálico, devido a um processo de malácia já instituído no tecido encefálico. Logo, a aferição do diâmetro da bainha do nervo óptico condizia com o quadro clínico apresentado.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

USO DA MEDIDA DA BAINHA DO NERVO ÓPTICO COMO INDICADOR INDIRETO DA PRESSÃO INTRACRANIANA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100804. Acesso em: 2 maio. 2026.