ANESTESIA TOTAL INTRAVENOSA EM UM CANINO COM METÁSTASE PULMONAR
Palavras-chave:
anestesia, total, intravenosa, propofol, metástase, pulmonarResumo
As neoplasias de glândulas mamarias em cadelas são frequentes na rotina da clínica veterinária, tendo grande incidência em animais a partir dos seis anos de idade. Ainda se relata que neoplasias de crescimento rápido e ulcerados são indicativos de neoplasias malignas. Os dois principais locais de metástase são os linfonodos e o pulmão, sendo que elas ocorrem pela via linfática e hematógena, respectivamente. O objetivo do presente trabalho foi relatar o uso da anestesia total intravenosa (TIVA) para mastectomia em uma cadela com metástase pulmonar. Um canino, fêmea, SRD de 15 anos foi atendido no Hospital Universitário Veterinário da Universidade Federal do Pampa, apresentando neoplasia mamária ulcerada, além do diagnóstico de metástase pulmonar. Foi indicado mastectomia regional, com a finalidade de melhorar a condição de vida da paciente. Por se tratar de um procedimento com grande risco anestésico, em paciente oncológico de idade avançada e com a função respiratória prejudicada optou-se por um protocolo de TIVA. No exame pré-anestésico foi verificado o peso do animal (7,7kg), frequência cardíaca (143 bpm) e respiratória (24 mpm), coloração de mucosa (rósea), TPC (2), grau de hidratação (bom) e pulso (forte). Concluído o exame o animal foi classificado como ASA 3, então foi tomada a seguinte conduta, o paciente recebeu como medicação pré-anestésica metadona (0,3mg/kg) por via intramuscular, por se tratar de um medicamento que não libera histamina como a morfina. Para a indução anestésica foi administrado diazepam (0,5mg/kg) e propofol (3mg/kg), ambos pela via intravenosa e mantido em infusão continua de propofol (3mg/kg/h), já que o paciente apresentava metástase pulmonar e sua capacidade respiratória estava reduzida, com isso um anestésico inalatório, poderia não ser absorvido nos alvéolos de forma adequada, assim não fazendo total efeito. Apesar do protocolo de TIVA, foi realizada intubação orotraqueal para o suporte de oxigênio. O animal foi posicionado em decúbito dorsal e teve os parâmetros vitais monitorados. Recebeu infusão contínua intravenosa de morfina e lidocaína, respectivamente nas doses 3,3µg/kg/min e 50µg/kg/min, afim de proporcionar analgesia durante o procedimento, além de contribuir para redução da dose do propofol. Para o controle da dor, no pós operatório o animal recebeu dipirona (25mg/kg) por via intravenosa. Durante o transoperatório o paciente não apresentou nenhuma alteração significativa nos parâmetros cardiovasculares e respiratório, além de uma recuperação rápida e desprovida de excitação, dessa forma, conclui-se que a opção de TIVA foi adequada para o paciente.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ANESTESIA TOTAL INTRAVENOSA EM UM CANINO COM METÁSTASE PULMONAR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100799. Acesso em: 3 maio. 2026.