FEBRE AFTOSA NO RIO GRANDE DO SUL ENTRE OS ANOS DE 1971 E 2017
Palavras-chave:
Febre, aftosa, FMD, vírus, bovinos, ovinos, suínos, bubalinosResumo
A Febre Aftosa (FMD) é uma doença com alta morbidade que acomete especialmente bovinos, suínos, ovinos e bubalinos. A doença é causada por um vírus (FMDV) do gênero Aphthovirus, família Picornaviridae, com sete sorotipos diferentes, transmitido entre os animais através de secreções e excreções. A primeira descrição no Brasil foi na década de 1890, possivelmente nos Estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais concomitantemente, e desde então é responsável por causar enormes prejuízos aos produtores de leite e carne. Após a década de 1970, diversos programas de controle da infecção foram implementados e observou-se uma redução gradativa da prevalência da doença. O objetivo do trabalho é descrever a evolução da ocorrência de surtos de FMD no Rio Grande do Sul durante o período de 1971 a 2017. Para realizar o levantamento retrospectivo, utilizou-se os registros oficiais dos Boletins de Defesa Sanitária Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além de artigos e relatórios que descrevem os surtos. Foi possível inferir dos dados uma redução gradativa no número de focos da doença a partir da década de 1970. Apesar disso, o período entre 1971 e 1980 foi marcado por três grandes epidemias que afetaram mais de 4000 rebanhos anualmente. De 1981 em diante, a ocorrência de casos diminuiu consideravelmente até a eventual ausência de relatos em 1994, quando o Estado conseguiu o reconhecimento como zona livre de aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Entretanto, o vírus foi reintroduzido nos anos de 2000 e 2001, quando surgiram novos casos em 52 rebanhos, havendo a revogação do título de zona livre. Após a adoção de medidas de saneamento dos focos e vacinação dos rebanhos, conseguiu-se erradicar novamente a doença no Estado. Também foi possível observar uma diferença marcante entre o grande número de casos diagnosticados apenas clinicamente e aqueles com diagnóstico laboratorial, dificultando assim a identificação do sorotipo presente. Contudo, os três sorotipos presentes durante os anos de ocorrência foram A, O e C, com prevalência alternada em diferentes momentos. Entre os anos de 2001 e primeiro semestre de 2018 não houve a detecção do vírus no rebanho do Estado. Assim sendo, pode-se concluir que as medidas de controle e prevenção contribuíram para a redução da ocorrência da doença no Rio Grande do Sul com o passar dos anos.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
FEBRE AFTOSA NO RIO GRANDE DO SUL ENTRE OS ANOS DE 1971 E 2017. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100791. Acesso em: 2 maio. 2026.