PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SOBRE A FEBRE AMARELA SILVESTRE

Autores

  • Gabriela da Conceição
  • Stephany Raisa Machado Pereira
  • Letícia Lopes Monteiro
  • Tiago Gallina Correa

Palavras-chave:

Febre, Amarela, Macaco, Rio, Janeiro

Resumo

A febre amarela é uma zoonose mantida em ciclos silvestres. Seu ciclo engloba primatas como hospedeiros do arbovírus e os mosquitos como transmissores dessa doença infecciosa não contagiosa. (VASCONCELOS, 2003). A forma silvestre tem como ciclo macaco infectado mosquito silvestre macaco sadio. No Brasil, os mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores mais comuns. Eles possuem hábitos diurnos e são encontrados nas copas das árvores. O humano não faz parte do ciclo, mas pode acidentalmente ser infectado. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009). O Rio de Janeiro que era considerado uma área indene da virose (VASCONCELOS, 2003) a partir de 2017 começou a registrar casos de febre amarela silvestre em humanos, tal que é recorrente até o atual período de 2018. O que além da imensa campanha pela vacinação, também iniciou ações de proteção aos macacos, pois a falta de compreensão de como a doença é transmitida resultou em um grande número de morte destes animais por serem considerados vetores. Por ser uma doença pouco conhecida e de baixo entendimento pela população, a análise que será feita é para medir a mudança de comportamento com relação a prevenção, entendimento de transmissão e sobre a compreensão do macaco não representar perigo, já que agora o Rio de Janeiro se tornou uma área endêmica Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo levantar dados sobre a conscientização da população com relação a transmissão da doença após mais de um ano de exposição no território, pois é esse conhecimento que detém maior poder de reduzir a morte de primatas não-humanos no estado do Rio de Janeiro. A coleta de dados foi feita por meio de questionário online encaminhado para moradores de diferentes localidades da cidade. O material online encaminhado as pessoas continha três perguntas simples de múltipla escolha no intuito de indagar sobre o conhecimento prévio da doença, sobre a forma de transmissão e se a pessoa é imunizada ou não. Frente a todos os dados obtidos nos questionamentos realizados, observa-se que uma das maiores problemáticas que é a falta de informação sobre a transmissão da zoonose não seria mais um motivo de preocupação com relação a preservação dos macacos. Onde quase 100% dos entrevistados demonstraram compreensão sobre a forma de transmissão, o que exclui os animais da ideia de serem propagadores da doença para humanos.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PERCEPÇÃO DA POPULAÇÃO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SOBRE A FEBRE AMARELA SILVESTRE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100785. Acesso em: 2 maio. 2026.