MICOPLASMOSE ASSOCIADA A LEUCEMIA VIRAL FELINA RELATO DE CASO

Autores

  • Jennifer Minuzzi
  • Ana Paula Martins Garbini
  • Bruna Spagnol Bronzatto
  • Carla Vogel Portella
  • Ana Carolina Wegner Binsfeld
  • Marilia Teresa De Oliveira

Palavras-chave:

Micoplasmose, leucemia, anemia

Resumo

A micoplasmose hemotrópica é causada por diferentes gêneros de Mycoplasma spp. como o caso de M. haemofelis que levam os felinos a quadros de anemia hemolítica, sua transmissão ocorre principalmente através da picada de pulgas que estejam portando a ricketsia. Felinos costumam apresentar anemias regenerativas como um achado laboratorial devido a parasitemia exercida pela bactéria em relação aos eritrócitos, exceto aqueles positivos para leucemia viral felina (FeLV). Normalmente a micoplasmose está associada a outras enfermidades sistêmicas que comprometem o sistema imunológico do animal o que torna essa, uma enfermidade oportunista. A realização de esfregaço sanguíneo torna-se indispensável em suspeitas de micoplasmose e a confirmação do caso pode ser realizada também por meio de PCR. O objetivo do presente relato é descrever um caso de micoplasmose e leucemia viral em um felino. Um felino, macho, sem raça definida de dois anos deu entrada no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria apresentando emagrecimento progressivo, anorexia e icterícia. A tutora relatava que o animal possuia vida livre e grande infestação de pulgas. Ao exame físico o paciente apresentava-se hipotérmico, ictérico, com escore corporal 3 e desidratado. O animal foi submetido a ultrassonografia que mostrou hepatomegalia e esplenomegalia, além disso foi realizado hemograma que demonstrou grave anemia regenerativa com hematócrito de 7,7% e estruturas sugestivas a Mycoplasma spp. Ainda, solicitou-se imunocromatografia para FeLV, sendo esse positivo para a afecção. O animal foi internado e recebeu um total de duas transfusões sanguíneas que elevaram seu hematócrito a 14%. O paciente recebeu fluidoterapia de manutenção, doxiciclina (5mg/kg) a cada 12 horas durante os oito dias de internação e metronidazol (7,5mg/kg) a cada 12 horas durante os cinco primeiros dias, além de dexametasona (0,125 mg/animal) a cada 24 horas durante os oito dias de internação. Após esse período o paciente recebeu alta para seguir o tratamento em domicílio com doxiciclina (7,1mg/kg) a cada 12 horas durante 10 dias, Hemolitan Gold® (0,1ml/kg) a cada 12 horas durante 30 dias e prednisolona (2mg/kg) a cada 24 horas reduzindo gradativamente a dose até completar 15 dias. Concluiu-se que o tratamento foi de sucesso durante o período que o animal manteve-se internado uma vez que apresentou significativa melhora clínica.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

MICOPLASMOSE ASSOCIADA A LEUCEMIA VIRAL FELINA – RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100779. Acesso em: 14 maio. 2026.