AUTORREGULAÇÃO NA APRENDIZAGEM: CRENÇAS, MOTIVAÇÕES E ESTRATÉGIAS

Autores

  • Priscylla Marchioni
  • Taise Simioni

Palavras-chave:

letras, autorregulação, ensino-aprendizagem

Resumo

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma pesquisa realizada acerca das crenças, motivações e estratégias de estudo dos alunos do Curso de Licenciatura em Letras - Português e Literaturas de Língua Portuguesa da Universidade Federal do Pampa, Campus Bagé. O conceito de aprendizagem autorregulada está relacionado à autoconsciência do aprendiz em cada etapa de sua aprendizagem, atuando de maneira consciente e crítica sobre seus processos cognitivos, metacognitivos e comportamentais (ZIMMERMAN, 2002; SCHUNK, 2008). Segundo Veiga Simão (2001), é importante que os professores também tomem decisões conscientes para regular condições que irão delimitar a atividade em questão, portanto se faz necessário ensinar estratégias, o que implica em ensinar o estudante a estar ciente de seus processos de aprendizagem, ou, ainda, ensiná-lo a pensar e aprender. Baseado no modelo de Pintrich et al. (1993), o qual se constrói a partir de três traços motivacionais (expectativa, valor e emoção) e três categorias de aprendizagem (estratégia cognitiva, estratégia de controle cognitivo e estratégia de gestão de recursos), foi desenvolvido um questionário, respondido online e anonimamente, para compreender as crenças, motivações e estratégias de aprendizagem dos alunos. Este questionário é composto por 22 questões pontuadas em escala Likert nas quais os alunos deveriam responder em que nível discordam ou concordam com afirmações feitas acerca de suas crenças e motivações ao desenvolverem estratégias de aprendizagem e, além disso, poderiam escolher de 1 a 3 estratégias que eles já praticam. A partir da análise das respostas obtidas, foi possível perceber que os alunos acreditam ser responsáveis pela sua aprendizagem e estabelecem estratégias motivadas pelo desejo em alcançar melhor desempenho, mas que ainda estudam em momentos de urgência, o que pode estar relacionado ao fato de que desistem de uma atividade ao deparar-se com dificuldades. Além disso, afirmam que não foram ensinados a estudar, assim como desenvolvem suas próprias estratégias de aprendizagem, mas, ao mesmo tempo, acreditam que seus professores os estimulam a criar outras formas de estudar. Sobre suas estratégias, as mais recorrentes foram: ter lugar específico para estudar, estudar sozinho e escrever resumos. Portanto, pode-se afirmar que, tendo em vista a importância do papel do professor no processo de aprendizagem autorregulada dos alunos, se faz necessário repensar estratégias para que se formem, nos cursos de licenciatura, tanto alunos quanto futuros professores autorregulados.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AUTORREGULAÇÃO NA APRENDIZAGEM: CRENÇAS, MOTIVAÇÕES E ESTRATÉGIAS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100708. Acesso em: 29 out. 2026.