ATIVIDADE ANTIOXIDANTE EM FLOR DE MALVAVISCO (MALVAVISCUS ARBOREUS)

Autores

  • Ana Machado
  • Miriane Lucas Azevedo
  • Andressa Carolina Jacques

Palavras-chave:

fenóis, antocianinas, atividade, antioxidante, PANCs

Resumo

Um dos objetivos da industrialização de alimentos é desenvolver produtos que possam trazer algum benefício à saúde, para isso a busca de alimentos ricos em compostos fenólicos vem aumentando devido as suas propriedades antioxidante, anti-inflamatória, antimicrobiana e anticancerígenas. Com isso tem-se o crescente interesse por alimentos diferenciados, atrativos visualmente e nutricionalmente, de onde surgiu a denominação PANCs (Plantas alimentícias não convencionais), grupo do qual inclui ervas, folhas, frutos e flores comestíveis. Estudos mostram que há uma alta correlação entre a capacidade antioxidante e o conteúdo polifenólico total, indicando que compostos fenólicos podem ser os principais contribuintes para a capacidade antioxidante. O Malvaviscus arboreus, conhecido no Brasil como Malvavisco, é tanto uma erva medicinal quanto culinária, em que tanto as folhas como as flores e o fruto da planta são comestíveis, sendo nas pétalas encontrada a maior parte dos compostos bioativos oriundos do metabolismo secundário, como os compostos fenólicos (ácidos fenólicos, polifenóis e flavonoides) e ácidos graxos. Desta forma, as flores são interessantes fonte de antioxidantes e seu consumo in natura, assim como seus extratos, podem trazer benefícios para a saúde humana, podendo ser adicionado também, como coadjuvantes em diversos pratos. Este estudo foi feito para quantificação do conteúdo fenólico total, antocianinas e atividade antioxidante das flores de Malvavisco e avaliar seu potencial na adição de produtos alimentícios. Os fenóis totais foram determinados pelo método adaptado de Folin-Ciocalteu (SINGLETON; ROSSI, 1965), obtendo-se 140,30 mgEAG.100 g-1 , para as antocianinas totais foram determinadas utilizando o método adaptado de Lees e Francis, 1972, do qual resultou em 61,53 mg.100 g-1, no caso da atividade antioxidante, fez-se com base na metodologia adaptada de Brand-Williams, Cuvelier e Berset (1995), a partir do sequestro do radical livre estável 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), identificada por leitura em espectrofotômetro, e partir dos dados obtidos, foi utilizada a equação para quantificação resultando em 86,69%. Com isso, vemos que a flor in natura de Malvaviscus arboreus. mostra-se uma boa fonte de compostos fenólicos e antocianinas, consequentemente mostrando alta atividade antioxidante, podendo ser utilizada como coadjuvante na preparação de produtos alimentícios, contribuindo com seu potencial bioativo no combate aos radicais livres.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE EM FLOR DE MALVAVISCO (MALVAVISCUS ARBOREUS). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100652. Acesso em: 4 nov. 2026.