A PRÁTICA CARTOGRÁFICA: NÃO HÁ CAMINHO, O CAMINHO SE FAZ AO ANDAR
Palavras-chave:
Cartografia, Pesquisa, EducaçãoResumo
O trabalho apresenta um relato de experiência de uma prática cartográfica desenvolvida numa pesquisa em andamento para elaboração de uma dissertação de mestrado cujo espaço de intervenção é o Assentamento Conquista da Fronteira em Hulha Negra (RS). Partindo dessa experimentação afirma-se a potencialidade da metodologia cartográfica nas pesquisas em educação. Ao contrário dos métodos tradicionais que reafirmam a dicotomia objetividade/subjetividade e uma suposta neutralidade do pesquisador, a cartografia caracteriza-se pela intervenção no campo pesquisado e pelo modo processual como se desenha o percurso investigativo. Nas metodologias tradicionais defende-se o distanciamento entre o sujeito pesquisador e o objeto pesquisado e a precisão de um percurso investigativo delineado a priori. Na cartografia entende-se que esses processos acontecem de modo complexo e múltiplo.A cartografia, pelo contrário, provoca uma reversão metodológica, pois o percurso de investigação constitui-se na própria ação de intervenção do pesquisador que produz os territórios de forma múltipla e aberta às contingências da experimentação na qual ele é um dos personagens que compõe as paisagens criadas nesse percurso, ou seja, não há caminho, o caminho se faz ao andar. Logo, o pesquisador não coleta dados, mas os produz na interação com os demais sujeitos envolvidos na pesquisa, traçando territórios abertos na análise das relações entre o lugar e os sujeitos que o habitam. Palavras-chave: Cartografia. Pesquisa. Educação.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
A PRÁTICA CARTOGRÁFICA: NÃO HÁ CAMINHO, O CAMINHO SE FAZ AO ANDAR. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100439. Acesso em: 28 out. 2026.