CULTURAS INFANTIS E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: LIMITES E POSSIBILIDADES NA GESTÃO EDUCACIONAL
Palavras-chave:
gestão, educacional, projeto, político-pedagógico, culturas, infantisResumo
As culturas infantis são concebidas como as maneiras que as crianças leem o mundo e interpretam as experiências vividas. Nesse sentido, uma educação pautada pelo respeito a essas características da infância é vista como promotora de autonomia e independência dos educandos. Logo, surgiu a necessidade de questionar como as escolas de Educação Infantil propõem em seu Projeto Político-Pedagógico (PPP) a valorização da cultura infantil no processo de ensino e aprendizagem, considerando as crianças como sujeitos ativos. Como objetivo, investigou-se em uma escola de Educação Infantil da rede pública de ensino de Jaguarão/RS como o Projeto Político-Pedagógico estabeleceu os princípios da Educação Infantil, sua finalidade e as metodologias empregadas no processo de ensino e aprendizagem das crianças. Para tanto, buscou-se verificar como as culturas infantis produzidas para as crianças e as culturas infantis elaboradas pelas crianças foram consideradas na organização curricular da escola. A pesquisa justificou-se pela importância de perceber como a escola de Educação Infantil introduziu ou não a sociologia da infância no documento que apresenta o PPP e como a gestão educacional promove ações que reformulam a pedagogia ao compreender e possibilitar um processo educativo que vislumbre a sociedade e a cultura. A metodologia da pesquisa foi baseada em uma abordagem qualitativa, visando às especificidades e complexidades que caracterizam o processo de ensino e a organização escolar. Assim, a pesquisa documental e a observação pautaram a investigação ocorrida na escola. Como resultado, percebeu-se que, enquanto as culturas infantis produzidas pelas crianças não são reconhecidas como objetos passíveis na construção da aprendizagem, as culturas infantis produzidas para as crianças são utilizadas em demasia pelas docentes, isentando-as, de certa maneira, de seu trabalho. Com a pesquisa sobre as culturas infantis, evidenciou-se a distância que há entre a teoria e a prática. O PPP veicula ideias que consideramos convenientes com um trabalho democrático na escola, ao considerar todos os agentes no processo educacional. Todavia, na prática percebe-se a inação por parte dos membros da escola em efetivar os pontos do documento e estabelecer um processo educacional que atenda as culturas infantis. Nesse sentido, a necessidade de atribuir uma reconsideração constante do PPP e um diálogo permanente com seus construtores é tarefa intrínseca da gestão educacional democrática. O processo de construir e reconstruir é que faz a escola se manter como um espaço vivo, articulado e inspirador.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
CULTURAS INFANTIS E O PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO: LIMITES E POSSIBILIDADES NA GESTÃO EDUCACIONAL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100421. Acesso em: 30 abr. 2026.