ESTRATIGRAFIA DE SEQUÊNCIAS NO GRUPO ROSÁRIO DO SUL, TRIÁSSICO DA BACIA DO PARANÁ
Palavras-chave:
Bacia, Paraná, Triássico, Grupo, Rosário, Sul, Estratigrafia, SequênciasResumo
Na porção central do estado do Rio Grande do Sul afloram as unidades sedimentares do Grupo Rosário do Sul, compreendido do Eotriássico ao Neotriássico na Bacia Sedimentar do Paraná. O Grupo Rosário do Sul sobrepõe o Grupo Passa Dois, do Neopaleozoico, e é sobreposto pelo Grupo São Bento, do Neojurássico ao Eocretáceo da Bacia do Paraná. O grupo é dividido em três formações distintas, da base para o topo: (a) Formação Sanga do Cabral; (b) Formação Santa Maria; e (c) Formação Caturrita. O Período Triássico caracterizou-se pelo baixo nível eustático, pela profusão da sedimentação continental e uma progressiva desertificação. Do Eotriássico ao Mesotriássico ocorreu o início da fase de estiramento, rifteamento e consequente quebra do Supercontinente Pangea. A Bacia do Paraná durante o Triássico esteve confinada ao interior continental, motivo pelo qual ela é amplamente estudada pela estratigrafia clássica, considerando-se apenas aspectos litológicos, paleontológicos e cronológicos. O objetivo deste trabalho foi aplicar a estratigrafia de sequências, tradicionalmente usada em bacias de margem continental, em ambientes continentais de bacias sedimentares interiores. Conjuntamente, buscou interpretar o arcabouço estratigráfico do Grupo Rosário do Sul em alta resolução, estabelecendo tratos de sistemas no registro estratigráfico, e demarcando superfícies estratigráficas limitantes. Para isso, foi necessária a revisão bibliográfica sobre o tema, utilizando trabalhos anteriores e pesquisas feitas na área de estudo. Foram feitos levantamentos de campo em afloramentos na região de São Pedro do Sul, utilizando a técnica de sucessões verticais de fácies e análise de fácies sedimentares. Foram utilizadas ferramentas essenciais de campo, como trena métrica, bússola geológica e martelo petrográfico. Os dados coletados foram organizados no software SedLog, o qual gerou a representação visual dos perfis verticais. Desse modo, foi possível identificar padrões de empilhamento sedimentar, tanto progradacionais como retrogradacionais, e demarcar as principais superfícies estratigráficas, delimitadoras dos tratos de sistemas. Com este trabalho, a aplicação da estratigrafia de sequências foi enfatizada na análise do arcabouço estratigráfico da Bacia do Paraná, e foi possível entender as variações do nível de base estratigráfico dos ambientes sedimentares, recorrentes ao longo do tempo de preenchimento da bacia.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ESTRATIGRAFIA DE SEQUÊNCIAS NO GRUPO ROSÁRIO DO SUL, TRIÁSSICO DA BACIA DO PARANÁ. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100275. Acesso em: 4 nov. 2026.