ASPECTOS CLINICO-EPIDEMIOLÓGICOS DE PORTADORES DE HIV NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL
Palavras-chave:
IST/AIDS, tratamento, antirretroviralResumo
O presente trabalho teve por objetivo caracterizar os aspectos clínico-epidemiológicos de pacientes vivendo com HIV/AIDS que são assistidos em serviço de atendimento especializado da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul (RS). Realizou-se um estudo transversal, de natureza quantitativa, em Uruguaiana, dentro do serviço de assistência especializada em IST/AIDS (SAE). O estudo foi composto por dados secundários, coletados de prontuários de 28 pacientes diagnosticados com HIV/AIDS atendidos pelo serviço no ano de 2015. As variáveis analisadas de forma descritiva através de porcentagem foram o gênero, orientação sexual e número de parceiros sexuais. Enquanto a contagem de linfócitos TCD4, TCD8 e carga viral foram as variáveis analisadas estatisticamente. Para a análise quantitativa, realizaram-se, através de exames, duas contagens de células/mm³ de sangue, uma no início do tratamento antirretroviral (TARV) e outra após um ano da terapia medicamentosa. Os resultados encontrados em nosso estudo basearam em uma amostra de dezoito pacientes, visto que dez abandonaram o tratamento em menos de um ano e por tanto não foram incluídos. Na amostra houve uma predominância do gênero feminino, heterossexuais, que possuíam parceiro fixo em suas relações sexuais. Tais dados condizem com pesquisas atuais de Brito et al. (2000), que consideraram os novos paradigmas para AIDS e entre eles, consta a heterossexualização e feminização da doença. Em relação a contagem de linfócitos TCD4 observou-se um aumento de 29,8% na contagem de linfócitos quando comparado a contagem inicial, antes do TARV. Enquanto para os linfócitos TCD8, obteve-se uma redução de 47,20% após o início da terapia medicamentosa. Consequentemente, a análise de carga viral final, após um ano de TARV, resultou em quatorze pacientes com carga viral indetectável (<50 células/mL de sangue), enquanto 4 ainda apresentavam carga viral detectável, possivelmente devido a falha virológica. Esses resultados condizem com o esperado para o tratamento de pacientes portadores da doença, visto o sucesso do tratamento antirretroviral é definido pelo controle da replicação viral tornando-a indetectável (<50 cópias/mL) e pela recuperação da contagem de linfócitos CD4+ (acima de 350 células/mm³).Pode-se perceber, por tanto, que o controle da replicação viral pela identificação da carga viral indetectável na grande maioria dos indivíduos está ocorrendo, e isso permite uma melhoria da qualidade de vida dos pacientes portadores da doença além de mostrar a atuação fundamental dos serviços de assistência especializada para conduzir a situação de saúde do usuário e da própria sociedade.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
ASPECTOS CLINICO-EPIDEMIOLÓGICOS DE PORTADORES DE HIV NA FRONTEIRA OESTE DO RIO GRANDE DO SUL. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100263. Acesso em: 21 abr. 2026.