AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA IN VITRO DO FÁRMACO NÃO-ANTIBIÓTICO ANLODIPINO

Autores

  • Silvana Coelho
  • Marissa Bolson Serafin
  • Angelita Bottega
  • Tacieli Fagundes da Rosa
  • Vitória Segabinazzi Foletto
  • Rosmari Hörner

Palavras-chave:

Reposicionamento, resistência, bacteriana, anlodipino

Resumo

O aumento de doenças infecciosas causadas por bactérias multirresistentes é considerado ameaça potencial para a saúde pública. Ainda, a evolução da resistência destes microrganismos ocorre de forma tão vertiginosa que não tem sido possível o acompanhamento da pesquisa por novos compostos e consequentemente reduz o arsenal terapêutico disponível para tratamento. Assim, o redirecionamento de fármacos torna-se imprescindível para a descoberta de novos fármacos não-antibióticos, uma vez que é mais rápido, baixo custo e maior segurança para o paciente. Foram relatados na literatura que medicamentos cardiovasculares são agentes promissores para tratamentos de infecções bacterianas sendo que o anlodipino, comumente utilizado para o tratamento de hipertensão, tem demonstrado grande atividade frente a diferentes cepas bacterianas. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo avaliar a atividade antibacteriana in vitro do fármaco não-antibiótico anlodipino frente a diferentes cepas padrão de referência American Type Culture Collection (ATCC) através da determinação da concentração inibitória mínima (CIM) e concentração bactericida mínima (CBM). Foi possível observar que este medicamento apresentou atividade antibacteriana em todas as cepas testadas, com a CIM variando de 32-128 μg/ml. Ainda, demonstrou menores valores de CIM nas cepas de S. aureus ATCC 25923 e E. faecalis ATCC 51299 (= 32 μg/ml) seguido de S. epidermidis ATCC 12228, E. faecalis ATCC 29212, Micrococcus luteus ATCC 7468 sendo mais efetivo frente às bactérias Gram-positivas. Pode-se observar que todas as cepas apresentaram atividade bactericida frente ao composto em estudo, com CBM variando de 64 a 256 µg/ml, em especial nas cepas Staphylococcus aureus ATCC 25923, Enterococcus faecalis ATCC 51299 e Escherichia coli ATCC 35218 (64 µg/ml). Evidenciamos neste estudo que o medicamento testado apresentou atividade antibacteriana e bactericida notória frente a todas as cepas padrão de referência testadas, principalmente contra Gram-positivas. O que sugere que o reposicionamento de fármacos já utilizados na clínica como o anlodipino, constitui uma alternativa terapêutica eficaz para o tratamento de infecções bacterianas.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIBACTERIANA IN VITRO DO FÁRMACO NÃO-ANTIBIÓTICO ANLODIPINO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100247. Acesso em: 2 nov. 2026.