NANOCÁPSULAS DE DISSELENETO DE DIFENILA MODIFICADAS COM POLIETILENOGLICOL: DESENVOLVIMENTO, TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTITUMORAL IN VITRO
Palavras-chave:
selênio, nanopartículas, câncer, toxicidade, antitumoralResumo
O glioma é um tipo de neoplasia que acomete o sistema nervoso central (SNC), correspondendo à maior parte dos casos de neoplasias cerebrais malignas em adultos. As terapias convencionais apresentam na maioria dos casos uma baixa eficácia e elevada toxicidade. Sendo assim, o disseneleto de difenila (PhSe)2, um composto orgânico de selênio, vem sendo estudado por suas promissoras atividades farmacológicas, incluindo antitumoral. Porém, este composto apresenta elevada lipofilia e efeitos tóxicos, o que dificulta seu uso clínico. Nesse sentido, as nanocápsulas poliméricas (NCs) tornam-se uma alternativa interessante para contornar as limitações do (PhSe)2, aprimorando suas características físico-químicas e reduzindo efeitos indesejáveis. Diante disso, este estudo teve como objetivo o desenvolvimento de NCs contendo (PhSe)2 previamente desenvolvidas com superfície modificada com polietilenoglicol 6000, avaliando-se a viabilidade de administração por via intravenosa, bem como a atividade antitumoral in vitro contra linhagens de células de glioma. As NCs foram preparadas pelo método de deposição interfacial do polímero pré-formado e caracterizadas em relação ao tamanho médio de partícula, índice de polidispersão, potencial zeta, pH, teor do composto e eficiência de encapsulamento. A fim de se observar a hemocompatibilidade das NCs e (PhSe)2 livre, o teste de hemólise foi realizado. Avaliou-se também a viabilidade celular e atividade antitumoral frente a linhagens celulares de astrócitos e glioma maligno (C6), utilizando método do MTT, testando-se (PhSe)2 livre e nanoencapsulado, em diferentes concentrações. As NCs apresentaram-se macroscopicamente homogêneas, com coloração amarela e aspecto leitoso. O pH das suspensões mostrou-se levemente ácido, sendo compatível com os materiais empregos no preparo. A análise granulométrica mostrou partículas em escala nanométrica e faixa de distribuição de tamanho estreita. O potencial zeta mostrou valores negativos, característico do PCL e polissorbato 80 empregados no preparo. O teor de fármaco foi próximo do teórico, com eficiência de encapsulamento próxima a 100%. O teste de hemólise não indicou efeito hemolítica para (PhSe)2, livre ou nanoencapsulado, demonstrando ser compatível com as células sanguíneas. A avaliação da viabilidade celular e efeito antitumoral in vitro demonstrou que o (PhSe)2, livre ou nanoencapsulado, apresentou efeito citotóxico contra células C6, sem prejuízo de células saudáveis. Desta forma, as NCs desenvolvidas foram desenvolvidas e caracterizadas com sucesso, demonstrando serem sistemas compatíveis com uma via de administração intravenosa. Além disso, estes sistemas mostraram efeito citotóxico seletivo frente a células C6, servindo como base para novos estudos visando seu emprego na terapêutica do glioma.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
NANOCÁPSULAS DE DISSELENETO DE DIFENILA MODIFICADAS COM POLIETILENOGLICOL: DESENVOLVIMENTO, TOXICIDADE E ATIVIDADE ANTITUMORAL IN VITRO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100245. Acesso em: 28 out. 2026.