AVALIAÇÃO DE CULTURAS DE VIGILÂNCIA EM PACIENTES ADMITIDOS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO

Autores

  • Amanda Mainardi
  • Laísa Nunes Franco
  • Augusto Dias da Mota
  • Vitória Segabinazzi Foletto
  • Rosmari Hörner
  • Silvana Silveira Coelho

Palavras-chave:

Resistência, bacteriana, Klebsiella, pneumoniae, vigilância, epidemiológica

Resumo

Atualmente, infecções relacionadas à Assistência à Saúde e aquelas causadas por bactérias multirresistentes estão em constante crescimento tornando-se um grave problema de saúde pública. Entre os patógenos mais alarmantes pelo alto grau de desenvolvimento de resistência estão Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (MRSA), Enterococcus resistentes à vancomicina (VRE) e enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (ERC). No interesse da vigilância epidemiológica, é recomendado o rastreamento através de culturas de vigilância epidemiológica (swab retal e/ou nasal). Dessa forma este estudo avalia culturas de vigilância epidemiológica em pacientes admitidos em um hospital terciário no período de janeiro a dezembro de 2017. A identificação bacteriana e os perfis de sensibilidade frente aos antimicrobianos foram efetuados através do sistema automatizado VITEK®2. Ainda, foi avaliado gênero, idade e unidade hospitalar onde ocorreram os isolamentos. Durante o período estudado, 156 amostras resultaram positivas, sendo 144 para pesquisa de ERC, na qual Klebsiella pneumoniae foi o microrganismo mais frequente (98,6%) enquanto que 12 foram para VRE havendo prevalência de E. faecium (75%). Atualmente, há um crescimento da resistência aos carbapenêmicos no Brasil sendo relatada por pesquisadores com frequência principalmente na família Enterobacteriaceae e em BGN não fermentadores. Ocorreu predomínio de pacientes do sexo masculino admitidos em unidades de terapia intensiva com faixa etária igual ou superior aos 60. Sabe-se que pacientes em terapia intensiva estão mais suscetíveis à colonização de patógenos MDR, pois estão com o sistema imunológico debilitado. A idade mais avançada, tempo de permanência no nosocômio e a gravidade das patologias afetam significativamente o risco de colonização nestes pacientes. Quanto ao perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, os isolados de ERC apresentaram elevada resistência frente à ampicilina (97,5%), ceftriaxona, cefuroxima axetil e ciprofloxacino (99,3%), cefepima e ceftazidima (98,6%), tigeciclina (88,7%) e gentamicina (87,8%); os de VRE, apresentaram 100% de resistência frente à clindamicina e eritromicina e elevada resistência à moxfloxacino, norfloxacino, benzilpenicilina e ciprofloxacino (83,3%) e ampicilina e teicoplanina (75%). Ainda, 78,9% dos isolados foram resistentes à colistina, fato preocupante, pois em 2013 a ANVISA reformulou o documento intitulado medidas de prevenção e controle de infecções por enterobactérias multirresistentes, em consequência do aumento dos casos de resistência à colistina em hospitais brasileiros. Assim, tornando-se um grave problema clínico e epidemiológico em vários nosocômios. Sendo assim, a vigilância epidemiológica constitui um meio de aumentar o controle na propagação de microrganismos multirresistentes no meio hospitalar, conduzindo ao uso adequado da antibioticoterapia e continuidade de medidas preventivas e de controle.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO DE CULTURAS DE VIGILÂNCIA EM PACIENTES ADMITIDOS EM UM HOSPITAL TERCIÁRIO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100229. Acesso em: 28 out. 2026.