AVALIAÇÃO DO CONTROLE E DEFICIÊNCIA DE TRONCO EM HEMIPLÉGICOS

Autores

  • Caroline Tibola
  • Maria Gabriela Konzen Loureiro
  • Luíza Aquino Brum
  • Silvia Luci de Almeida Dias

Palavras-chave:

Acidente, Vascular, Cerebral, hemiplegia, deficiência, tronco

Resumo

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o acidente vascular encefálico (AVE) é uma síndrome com desenvolvimento rápido de sinais clínicos de perturbação focal ou global da função cerebral, com possível origem vascular. O objetivo foi investigar a qualidade de controle de tronco em pacientes com sequela de Acidente Vascular Cerebral. O presente estudo foi realizado no período de abril a junho do ano de 2018 envolvendo pacientes hemiplégicos vítimas de sequela de AVC. Após identificação e anamnese dos pacientes era aplicado o Teste de Controle de Tronco, o qual possui um escore total de 100 pontos, divido nos seguintes itens: rolagem para o lado fraco, rolagem para o lado forte, sentando a partir do deitado (decúbito dorsal) e equilíbrio na posição sentado. Dando continuidade a pesquisa, foi utilizada a Escala de Deficiências de Tronco, a qual divide em grupos de avaliação os itens: Grupo 1= equilíbrio estático sentado: composto de 3 testes nos quais o paciente pode obter nota 0, 1 ou 2; Grupo 2= equilíbrio sentado dinâmico: é subdivido em dez etapas, sendo que em cada uma o paciente pode receber pontuação 0 u 1; Grupo 3= coordenação: possui 4 avaliações, podendo o paciente receber pontuação 0, 1 ou 2. Ao final é feita a soma de todos os itens, obtendo um escore que pode variar de 0 (indicando pior função de tronco) a 23 pontos (indicando melhor função de tronco). O N amostral obtido após a aplicação dos critérios de exclusão foi de 6 indivíduos, os quais consentiram em participar da pesquisa. Resultados do Teste de Controle de Tronco: todos os pacientes apresentaram de muito bom a excelente controle de tronco. Resultados da aplicação da Escala de Deficiências de Tronco (EDT): 50% da amostra apresentou um fraco controle de tronco e 50% apresentou bom controle de tronco. Concluiu-se que a maioria dos pacientes apresentou uma boa qualidade de controle de tronco, apenas um paciente não possuía controle de tronco. Estas escalas deveriam ser utilizadas para nortear os planos de tratamento de pacientes hemiplégicos, pois são de fácil aplicação, são rápidas e não são caras. Mais estudos sobre avaliação e tratamento da função de tronco em pacientes hemiplégicos devem ser fomentados, pois o tronco é considerado a base dos movimentos para os membros superiores, inferiores e cabeça.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

AVALIAÇÃO DO CONTROLE E DEFICIÊNCIA DE TRONCO EM HEMIPLÉGICOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100194. Acesso em: 30 out. 2026.