ANÁLISE DA FUNÇÃO EXECUTIVA ENTRE MENINOS E MENINAS DE 6 E 7 ANOS DE IDADE

Autores

  • Helena da Rosa
  • Eloá Maria Chiquetti
  • Rodrigo Flores Sartori

Palavras-chave:

Função, Executiva, controle, inibitório, escolares

Resumo

Introdução: Nos primeiros anos de vida, até os 6 anos, a criança ganha grandes avanços no seu desenvolvimento que serão fundamentais para sua vida adulta. Esta fase da vida compreende uma intensa atividade de plasticidade cerebral, o que possibilita uma maior capacidade de transformação do cérebro gerado por estímulos e experiências que são vivenciados. Dentre as habilidades mais sensíveis ao desenvolvimento estão as Funções Executivas. Essas ações são fundamentais para que a criança possa, progressivamente, ter mais autonomia em diversos âmbitos da sua vida. Estas habilidades garantem independência emocional e no planejamento de ações e são um marco adaptativo muito importante na espécie humana. As funções executivas compreendem três principais domínios: controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. As funções executivas são importantes no processo de aprendizagem, tanto motor como teórico-abstrato. Com isso, o objetivo deste estudo foi avaliar e analisar a Função Executiva de controle inibitório em crianças entre 6 e 7 anos, além de verificar se há diferenças nessas tarefas entre meninos e meninas. Metodologia: Estudo transversal de caráter descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com parecer nº 1.707.447. Foram avaliadas 30 crianças com idades entre 6 e 7 anos, matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental de uma escola pública estadual de Uruguaiana-RS. Para avaliação da Função Executiva foi utilizado um aplicativo denominado Go No Go, utilizando a opção de números de forma visual e auditiva. Resultados: Foi possível verificar que não houve diferença estatística entre meninos e meninas. Porém, nota-se que há uma diferença no tempo de reação no teste GONOGO, sendo maior quando realizado de forma visual. Na execução de forma auditiva pode-se observar tempo de reação menor, consequentemente com mais erros. Interessantemente notamos que houve uma diferença entre tempo auditivo dos meninos e no tempo visual das meninas. Esse resultado sugere que as meninas têm uma maior concentração em atividades auditivas, e os meninos se concentram mais quando a atividade é realizada de forma visual. Conclusão: Através deste estudo foi possível verificar que há diferença quanto à percepção de diferentes estímulos (visual e auditivo) entre os meninos e meninas, bem como a resposta aos mesmos. Além disso, foi possível ver que crianças maiores (7 anos) apresentam menos índices de erros, demostrando com isso uma maior amadurecimento da função executiva.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ANÁLISE DA FUNÇÃO EXECUTIVA ENTRE MENINOS E MENINAS DE 6 E 7 ANOS DE IDADE. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100185. Acesso em: 28 out. 2026.