O EXERCÍCIO FÍSICO E COGNITIVO IMPEDEM DÉFICITS DE MEMÓRIA EM MODELO DE DOENÇA DE ALZHEIMER
Palavras-chave:
Exercício, físico, Cognitivo, AlzheimerResumo
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa com perda gradual da memória, morte neuronal e desordem da estrutura e função do sistema nervoso. É caracterizada pelo acúmulo de placas de proteína β-amilóide (Aβ) que resultam em neurotoxicidade e dano oxidativo. O exercício físico e a estimulação cognitiva tem importantes efeitos na memória e no aprendizado. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos do exercício físico e cognitivo na prevenção de déficits de memória e estresse oxidativo hipocampal relacionados à neurotoxicidade induzida pela proteína β-amilóide. Foram utilizados 72 ratos Wistar machos, divididos em: Controle; Aβ; Exercício Físico (EF); Exercício Cognitivo (EC); Aβ + EF; Aβ + EC. O EF foi realizado em esteira própria para roedores, 30 min/dia, 3x por semana, durante 4 semanas. O EC foi realizado diariamente durante 4 semanas, utilizando o protocolo do Labirinto de Barnes adaptado. Após a intervenção (EF e EC), os animais foram submetidos à cirurgia estereotáxica para infusão de Aβ ou salina. Após 10 dias necessários para agregação das placas, a memória de curto (MCP) e de longo prazo (MLP) foram avaliadas através da Tarefa de Reconhecimento de Objetos (RO). Para avaliação do estresse oxidativo foram realizados ensaios bioquímicos: níveis de espécies reativas de oxigênio (DCFH), peroxidação lipídica por substância reativa ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e capacidade antioxidante total por redução/poder antioxidante (FRAP). Os dados do RO foram analisados por meio do teste-t de uma amostra, considerando uma média teórica de 50% e os resultados bioquímicos pelo ANOVA de uma via seguida pelo post hoc de Tukey, com nível de significância de P<0,05. Os resultados mostraram que o grupo controle não apresentou déficits cognitivos [MCP:P=0,0230; MLP:P=0,0042], enquanto o grupo Aβ não foi capaz de distinguir um objeto novo do conhecido [MCP:P=0,6095; MLP:P=0,7128]. Os animais dos grupos Aβ+EF e Aβ+EC, foram capazes de minimizar os déficits provocados pela neurotoxicidade na MCD (P=0,0003;P=0,0001) e MLD (P=0,0001;P=0,0001). Os dados bioquímicos mostraram aumento significativo nos níveis de espécies reativas de oxigênio e maior peroxidação lipídica no hipocampo do grupo Aβ em comparação ao grupo controle. Já que ratos submetidos a exercício físico e cognitivo apresentaram menor peroxidação lipídica que animais Aβ não submetidos a nenhuma intervenção O grupo Aβ apresentou menor capacidade antioxidante total do que o grupo controle (P=0,0421). Concluímos que o exercício físico e o exercício cognitivo foram capazes de impedir os déficits de memória, além de diminuir o dano oxidativo hipocampal.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
O EXERCÍCIO FÍSICO E COGNITIVO IMPEDEM DÉFICITS DE MEMÓRIA EM MODELO DE DOENÇA DE ALZHEIMER. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100170. Acesso em: 28 out. 2026.