ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO DO LACTOCOCCUS LACTIS SUBSP. CREMORIS LL95

Autores

  • Sabrina de Oliveira
  • Dieine Cassiélen Tavares Machado
  • Jéssica Ferreira Rodrigues
  • Cristiano Malavolta
  • Francielli Weber Santos Cibin
  • Juliana Bernera Ramalho

Palavras-chave:

estresse, oxidativo, probióticos, Lactococcus, lactis, antioxidante

Resumo

O estresse oxidativo é causado pelo desequilíbrio entre a produção e a detoxificação de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio. O consumo de antioxidantes dietéticos pode contribuir para a melhora dos mecanismos endógenos de defesa e reduzir ou reverter danos oxidativos. Estudos recentes revelam o interesse em probióticos com habilidades antioxidantes significativas in vitro e in vivo. Os probióticos são utilizados na prevenção e tratamento de diversas doenças, como imunomoduladores, na regulação da microbiota intestinal e, em animais de produção, como promotores de crescimento. Além disso, os probióticos são uma alternativa aos antibióticos, cujo uso pode deixar resíduos na carne e selecionar cepas patogênicas resistentes. O Lactococcus lactis subsp. cremoris é uma bactéria gram-positiva, fermentadora, esférica, com cadeia de comprimento variável e crescimento entre 12 e 40°C. A utilização desse microrganismo era restrita à produção de alimentos fermentados, como por exemplo, o queijo Cheddar de onde pode ser isolado. Agora está sendo direcionado também para o uso como probiótico, sendo estudado no mundo todo e apresentando uma produção média de 352 artigos por ano entre 2003 e 2011. Considerando as falhas nas defesas antioxidantes dos organismos, a relevância do uso dos probióticos e o fácil acesso a este microrganismo, o objetivo do trabalho foi avaliar a atividade antioxidante in vitro do Lactococcus lactis subsp. cremoris LL95, comparando células intactas, mortas por calor e liofilizadas. O Lactococcus lactis subsp. cremoris foi isolado de queijo mozzarella fatiado pertencente ao acervo de culturas do Laboratório de Microbiologia de Alimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia Agroindustrial, Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel, Universidade Federal de Pelotas (DCTA-FAEM-UFPel). Os testes realizados foram: ensaio de atividade antioxidante pela captura do radical DPPH, ensaio de atividade antioxidante pela captura do radical ABTS+ e potencial antioxidante redutor de ferro (FRAP). A análise estatística foi realizada utilizando one-way ANOVA seguido pelo teste de Tukey quando necessário. A forma liofilizada da bactéria apresentou maior atividade antioxidante em relação às formas morta por calor e intacta. Mais estudos são necessários para avaliar uma possível utilização do L. lactis subsp. cremoris LL95 como probiótico, principalmente em casos de prejuízo dos sistemas antioxidantes dos seres vivos.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO DO LACTOCOCCUS LACTIS SUBSP. CREMORIS LL95. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100153. Acesso em: 25 out. 2026.