EFEITOS DO RISCO DE PREDAÇÃO NA POLINIZAÇÃO DE ASPILIA MONTEVIDENSIS (ASTERACEA)
Palavras-chave:
ecologia, aranha, polinização, predaçãoResumo
As aranhas da família Thomisidae são comumente encontradas em flores e inflorescências. Utilizando a estratégia de caça "senta-e-espera" as aranhas se camuflam e ficam posicionadas em sua emboscada a espera de insetos presas que vão até a planta em busca de néctar. Esta interação pode resultar em efeitos negativos para as plantas habitadas por essas aranhas, que podem reduzir a atividade de polinizadores devido ao risco de predação ou efeitos positivos, pois afasta insetos florívoros, diminuindo efeitos de florivoria e herbivoria e melhorando o desempenho da planta. O objetivo do estudo foi avaliar se a visita dos polinizadores em flores de Aspilia montevidensis é afetada pela presença de predadores. O estudo foi conduzido no campus da Universidade Federal do Pampa, São Gabriel, durante os meses de dezembro de 2017 e abril de 2018, onde se observou o número de visitas e de recusa dos polinizadores em três amostras. Em cada uma das três inflorescências foi colocado um protótipo de aranha branca, uma aranha amarela e a última sem o predador artificial. Para a comparação das frequências de visitas e rejeições às flores utilizamos Análise de Variância (ANOVA-um critério) com presença de aranha branca, presença de aranha amarela e ausência de aranha como efeitos fixos. Houve um efeito significativo na escolha dos polinizadores nas flores com e sem aranha predadora. Valores médios foram significativamente maiores nas escolhas de insetos em flores sem aranhas artificiais do que os outros dois tratamentos com aranhas brancas e amarelas. Isso pode estar associado ao fato de que as flores refletem luz ultravioleta que podem ser modificadas na presença das aranhas que contrastam com a cor da flor. Ainda que o estudo tenha mostrado efeito na visitação dos polinizadores na planta, esse efeito pode não significar perdas nas taxas reprodutivas da planta. Isto porque, as grandes frequências de visitas observadas indicam relativa abundância de polinizadores na área de estudo a esta espécies de Asteraceae o que poderia minimizar os efeitos negativos da presença dos predadores em suas flores. Portanto, foi visto que os polinizadores identificam o risco de predação associado à presença de predador nas flores. Porém, a percepção do predador não é tão determinante nas escolhas de algumas abelhas em A. montevidensis. Isso significa que o risco de predação pode ser uma força menor no sucesso reprodutivo de A. montevidensis. É necessário outro estudo mais conclusivo para determinar isso.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITOS DO RISCO DE PREDAÇÃO NA POLINIZAÇÃO DE ASPILIA MONTEVIDENSIS (ASTERACEA). Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100138. Acesso em: 24 out. 2026.