EFEITOS DO ESTRESSE OSMÓTICO SOBRE AS TROCAS GASOSAS DE GENÓTIPOS DE BATATA
Palavras-chave:
Estresse, osmótico, Solanum, tuberosum, taxa, fotossintéticaResumo
O estresse hídrico resulta da redução na disponibilidade de água para a planta, o que dificulta sua absorção para o interior das células vegetais. Essa redução na absorção de água, caracterizada como estresse hídrico ou por seca, pode resultar em perdas de produtividade em todas as culturas. Porém, muitas plantas apresentam maior tolerância a este déficit hídrico, que muitas vezes é associado a maior eficiência no uso da água. Contudo, plantas de batata são consideradas eficientes no uso da água, mas são muito sensíveis ao seu déficit. A batata (Solanum tuberosum L.) é uma importante hortaliça para a agricultura mundial, seja em área plantada quanto em produção. No entanto, essa sensibilidade ao déficit hídrico tem limitado seu cultivo em áreas mais quentes e secas, e assim gerando a demanda por materiais mais tolerantes. Com isso, o objetivo da realização deste experimento é observar os efeitos do estresse osmótico induzido pelo PEG sobre as trocas gasosas de genótipos de batata. Foram utilizados quatro genótipos de batata: Agata e C2397-03 (Precoces), BRS Clara e C2406-03 (Intermediários), Cota e C2364-05-02 (Tardios). Após o início da tuberização de cada ciclo, foi aplicado na solução nutritiva Polietileno Glicol 6000 (PEG), simulando um déficit hídrico de -0,129 megapascal (MPa). Durante o estresse hídrico realizou-se o acompanhamento das trocas gasosas com auxílio do equipamento IRGA (LI-6400XT, LI-COR) a cada três dias, sendo a primeira avaliação após 24 horas de exposição, em um período máximo de 240 horas. Foram avaliados a taxa fotossintética (A - µmol CO2 m-2 s-1), condutância estomática (Gs - mol H2O m-2 s-1). Em posse dos dados, foi possível constatar diferenças no comportamento dos materiais frente ao déficit hídrico. Os materiais precoces mostraram maior sensibilidade ao PEG, sofrendo drásticas reduções na fixação de CO2 e condutância estomática em poucas horas de exposição. Já os materiais mais tardios, principalmente os intermediários, mostraram maior resistência, apresentando reduções nos parâmetros avaliados com maior tempo de exposição em comparação aos materiais precoces. Em posse dos dados analisados, é possível afirmar que o estresse osmótico induzido pelo PEG neste trabalho, promove significativa redução na fixação de CO2 e condutância estomática em todos os materiais testados. Contudo, os diferentes materiais apresentam diferença no tempo de resposta ao estresse osmótico. Assim, o presente trabalho traz uma importante contribuição para estudos voltados para a caracterização de materiais mais tolerantes ao estresse hídrico.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
EFEITOS DO ESTRESSE OSMÓTICO SOBRE AS TROCAS GASOSAS DE GENÓTIPOS DE BATATA. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100126. Acesso em: 28 out. 2026.