XISTO RETORTADO NA PELETIZAÇÃO DA UREIA: INFLUÊNCIA NOS FLUXOS DE METANO E ÓXIDO NITROSO

Autores

  • Schane Nicoletti
  • Iolanda da Luz Duarte
  • Alisson de Mello Deloss
  • Tiago Rodrigues de Ávila
  • Rosangela Gonçalves Nunes
  • Frederico Costa Beber Vieira

Palavras-chave:

Gazes, efeito, estufa, fertlização, nitrogênio, volatilização, amônio

Resumo

O Bioma Pampa é caracterizado pela dominância de campos nativos, mas o emprego de monoculturas, espécies exóticas e o incorreto manejo do solo, tem ocasionado a deterioração das paisagens naturais que contribuem para emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) causado principalmente por dois gases: o Metano (CH4) e o Óxido Nitroso (N2O). A ureia é a principal fonte de nitrogênio (N) no Brasil, porém apresenta baixa eficiência da adubação nitrogenada podendo ser perdido por volatilização de amônia (NH3) e prejuízo devido à baixa eficiência do uso pelas plantas. Para minimizar as perdas, o recobrimento dos grânulos da ureia com materiais de baixo custo é uma alternativa, já que o Brasil tem a segunda maior reserva de Xisto, uma rocha sedimentar com alto teor de matéria orgânica que se apresenta sob as formas de betume e querogênio pirolisados para extração de óleo e gás. Durante o processo de pirolise há a formação de diferentes coprodutos, entre eles o xisto retortado (XR). Contudo, o objetivo deste trabalho é avaliar a eficiência da ureia e xisto retortado aplicados em um sistema silvipastoril em diferentes espaçamentos e tratamentos com Angico-Vermelho. O presente estudo foi realizado em um SSP da Fepagro Forrageiras, no município de São Gabriel, RS, local de pastagem com o Angico-Vermelho Parapiptadenia rigida em diferentes espaçamentos em um delineamento de blocos ao acaso. As parcelas principais foram divididas entre campo nativo e campo nativo com diferentes espaçamentos do angico. As subdivisões das parcelas principais consistem na aplicação de ureia (U) ou ureia recoberta com xisto (U+XR), cerca de 100 kg de N ha-1 .Os resultados obtidos foram analisados através da análise de variância (ANAVA) e as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey a 10% de probabilidade, utilizando-se o programa SISVAR. AS médias das emissões diárias e acumuladas de N2O e CH4 não mostraram relação significativa com a aplicação do XR, sem aumento significativo comparando com a fertilização com U. Considerando que o recobrimento da ureia com XR promoveu diminuição expressiva nas perdas por volatilização de amônia (dados não demonstrados neste trabalho), sem que isso implicasse em aumento significativo na emissão de gases de efeito estufa, pode-se inferir que o mesmo apresenta elevado potencial de uso na agricultura. Contudo o uso de U+XR precisa ser testado por períodos mais extensos e em diferentes condições edafoclimáticas, a fim de estudar os mecanismos de ação dessa mistura.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

XISTO RETORTADO NA PELETIZAÇÃO DA UREIA: INFLUÊNCIA NOS FLUXOS DE METANO E ÓXIDO NITROSO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100062. Acesso em: 28 out. 2026.