CORRELAÇÃO ENTRE RENDIMENTO DE CARCAÇA E PESO DO TRATO GASTROINTESTINAL EM CORDEIROS CONFINADOS

Autores

  • Diulia Galvani
  • Leandro Vieira dos Santos
  • Fernanda Bernardi Scheeren
  • Giovane Menegon Pias
  • Gabrielly Carpes Ruschel Kruger
  • Gladis Ferreira Correia

Palavras-chave:

Ovinocultura, Confinamento, Farelo, Arroz, Integral, Víceras, Verdes

Resumo

A demanda por carne ovina, de qualidade, no Rio Grande do Sul, está buscando cada vez mais por animais jovens para o abate, para que essa produção seja eficiente é preciso alterar o meio ambiente, principalmente, na questão da alimentação dos cordeiros. Assim, objetivo deste trabalho foi avaliar o rendimento de carcaça e o peso dos componentes do trato gastrointestinal cheio e vazio de cordeiros da raça Crioula Lanada, submetidos a confinamento. O trabalho foi desenvolvido no setor destinado a ovinocultura da Universidade Federal do Pampa, Campus Dom Pedrito, contando com a utilização de 29 cordeiros da raça Crioula Lanada em confinamento de 90 dias. Estes foram aleatoriamente distribuídos em lotes, com quatro tipos de dietas diferentes. Sendo três com (0%, 15% e 30%) de inclusão de farelo de arroz integral (FAI) em substituição do milho e outra com feno de Alfafa (Medicago sativa), exclusivamente. Essas dietas respeitaram relação de 50% volumoso, a base de Feno de Alfafa (Medicago sativa), e 50% de concentrado, sendo a exigência calculada a partir do NRC (2007) para consumo de 3% do peso vivo. Dessa forma Foram avaliados os seguintes componentes: rendimento de carcaça quente (RCQ), rendimento de carcaça frio (RCF), peso trato gastrointestinal cheio (TGIC) e peso trato gastrointestinal vazio (TGIV). Para o cálculo dos componentes será utilizada metodologia descrita por Silva Sobrinho (2001). Observou-se que para todos os tratamentos ocorreu diferença estatística (P<0,05) e correlações positivas significativas entre o peso vivo final dos animais, peso de carcaça quente e peso de carcaça fria, sendo assim, quando há aumento do peso vivo dos animais, consequentemente há aumento do peso de carcaça quente e fria. Para a dieta composta exclusivamente de volumoso, podemos observar que o trato gastrointestinal cheio apresentou correlação mais alta com o peso final do animal e altamente significativa, enquanto que para o tratamento com 0% de inclusão de FAI, podemos observar que as correlações do trato gastrointestinal cheio foram significativas e que tiveram diferenças. Na substituição do milho em 15% pelo FAI, observamos que o peso do trato gastrointestinal cheio foi altamente significativo (P<0,05) e correlaciona. Entretanto para a dieta com 30% de FAI, não foram observadas diferenças estatísticas e nem valores significativos de correlação para o trato gastrointestinal cheio (P>0,05). Dessa maneira, a adição de não interfere no desenvolvimento do trato gastrointestinal dos animais, assim como, não altera o rendimento de carcaça.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

CORRELAÇÃO ENTRE RENDIMENTO DE CARCAÇA E PESO DO TRATO GASTROINTESTINAL EM CORDEIROS CONFINADOS. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100028. Acesso em: 24 out. 2026.