MANEJO PERIANESTÉSICO DE UM CÃO SUBMETIDO À CIRURGIA DE CORREÇÃO DA PDA: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Anestesia, Cão, PDAResumo
O ducto arterioso persistente (PDA) é o defeito cardíaco congênito que mais acomete os cães. A patologia se deve ao não fechamento do ducto arterioso, causando uma comunicação indesejada entre a artéria pulmonar e aorta, os animais não tratados frequentemente desenvolvem insuficiência cardíaca congestiva, sendo o tratamento cirúrgico de eleição. O presente trabalho tem como objetivo relatar o procedimento anestésico durante a correção cirúrgica de um caso de PDA. Foi atendido no Hospital Veterinário da UNIPAMPA, um canino, fêmea, da raça Yorkshire Terrier, de 7 meses, pesando 1,350kg, apresentando um quadro de vômitos diários há cerca de um mês. Durante o exame físico apresentou frequência cardíaca de 144 bpm, taquipneia, TPC de 2', mucosas róseas, temperatura retal de 38,9°C, além de arritmia sinusal respiratória e sopro sistólico em foco aórtico grau 4. Através da ecocardiografia foi constatada a presença do PDA de aproximadamente 3,6mm, sendo recomendada a correção cirúrgica. A paciente foi classificada como ASA III, na medicação pré-anestésica foi utilizado metadona (0,3mg/kg IM) e para indução da anestesia etomidato (1mg/kg IV) associado ao diazepam (0,5mg/kg IV) para realização da intubação orotraqueal e conexão ao sistema semi-fechado, sendo realizada a manutenção anestésica com sevofluorano (1,5-3,0%) diluído em oxigênio 100%. Ao reforço da analgesia foi efetuado o bloqueio intercostal com bupivacaína. Foi realizada a monitoração invasiva da pressão arterial, devido a possível hipertensão ocasionada pelo fechamento do ducto, o nitroprussiato de sódio foi disponibilizado pertinente tal intercorrência, assim como no intuito de sanar o potencial risco de hemorragia, também foi disponibilizada uma bolsa para transfusão sanguínea. Porém, nenhuns dos artifícios foram necessários. Durante a indução anestésica o animal apresentou passagem pelo estágio 2 do plano de Guedel, caracterizado por excitação momentânea, relacionado ao tempo necessário para atingir a concentração sérica adequada do fármaco. Após este momento, o paciente manteve-se em plano anestésico estável. No momento da ligadura do ducto, houve um decréscimo abrupto de SpO² (69mmHg), caracterizando uma hipóxia momentânea, devido a alteração do fluxo sanguíneo, a seguir também pode se observar um quadro de hipotensão, sendo necessário a realização de infusão continua de dobutamina (2,5mcg/kg/min) durante 5 minutos. No pós-operatório foi realizada infusão continua de morfina (3,3mcg/kg/min, IV), lidocaína (50mcg/kg/min, IV) e cetamina (10mcg/kg/min, IV), a fim de auxiliar no controle da dor. Portanto, conclui-se a importância de um completo protocolo anestésico, considerando todas as possíveis intercorrências.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
MANEJO PERIANESTÉSICO DE UM CÃO SUBMETIDO À CIRURGIA DE CORREÇÃO DA PDA: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100009. Acesso em: 17 out. 2026.