SIALOCELE E SIALOLITÍASE EM UM CÃO: RELATO DE CASO
Palavras-chave:
Tumefação, cálculos, glândula, salivarResumo
Os animais podem apresentar problema não muito raro nas suas glândulas salivares, chamado Sialocele. Pode ser causada por rupturas dos ductos salivares, originada por presença de cálculos, traumatismo ou causas desconhecidas. Normalmente cursa com tumefação na região ventral do pescoço, de carácter indolor e evolução rápida. Esses cálculos recebem o nome de sialólitos, e consistem em estruturas calcificadas que se desenvolvem no sistema ductal salivar resultante da deposição de sais de Ca ao redor de áreas focais de matéria orgânica. A presente pesquisa tem como objetivo expor um relato de caso de cão atendido no Hospital Veterinário da URCAMP, expondo os procedimentos utilizados para o diagnóstico de sialocele, o tratamento optado e os resultados obtidos. Foi atendido cão, macho, SRD, com um e meio de idade, e queixa de aumento de volume na região ventral do pescoço. Durante o exame clínico o paciente se manteve alerta, sem sensibilidade ao toque, e preservando todos padrões fisiológicos para o exame clínico geral. Especificamente localizado na região submandibular do lado direito o amento de volume possuía diâmetro aproximado de 5cm, para analise do líquido da regiao optou-se por drenagem por punção aspirativa. O conteúdo observado era de aspecto claro/translucido e viscoso, compatível com produção de glândula salivar. O tratamento de escolha foi a excisão cirúrgica, visto que a drenagem já havia sido utilizada sem sucesso. Assim o animal foi encaminhado à cirurgia. Após a tricotomia da região e venóclise na veia cefálica, foi administrado solução de Ringer com lactato. A medicação pré-anestésica foi a base de Acepran (0,1 ml/kg, IM) associado a Morfina (1 mg/Kg, IM), indução com propofol (7 mg/kg, EV) e manutenção com Isoflurano (concentração 1,5%). O animal foi submetido a antissepsia e posicionado em decúbito lateral esquerdo. Procedeu-se a incisão na parte ventral da mandíbula sobre a região do edema. Ao abrir as glândula foi observados sialólitos com dimensões de 1mm a 1cm. O fechamento foi realizado com fio tipo sultan, vicryl 3-0), a dermorrafia foi realizada com fio nylon (3-0, pontos isolados simples). O pós-operatório foi realizado com uso de tramadol (3mg/kg, TID, 7dias), e limpeza da ferida com solução fisiológica. Os pontos foram retirados após 10 dias sob recomendação de alimentação pastosa por 30 dias. O paciente encontra-se em observação, decorridos dois meses do tratamento cirúrgico, não foi observado qualquer sinal clínico compatível com o retorno do quadro, podendo se concluir que o tratamento foi eficaz.Downloads
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Publicado
2020-03-03
Edição
Seção
Artigos
Como Citar
SIALOCELE E SIALOLITÍASE EM UM CÃO: RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100004. Acesso em: 5 nov. 2026.