PROCEDIMENTO ANESTÉSICO EM CANINO SUBMETIDO À MIELOGRAFIA - RELATO DE CASO

Autores

  • Camila Santos
  • Bibiana Welter Pereira
  • Giovanna Bauer Valério
  • André Marx Faria
  • Diego Vilibaldo Beckmann
  • Marília Teresa de Oliveira
  • Roberto Thiesen

Palavras-chave:

monitoração, convulsão, bradicardia, fluidoterapia

Resumo

A mielografia é considerada um meio de diagnóstico bastante utilizado para a detecção da doença do disco intervertebral em cães. Para a realização do procedimento é necessária anestesia geral por via intravenosa ou inalatória, monitoração constante e suporte ventilatório adequado, além de cuidados pós-anestésicos. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de mielografia, realizada em um paciente canino com suspeita de DDIV, abordando aspectos pré, trans e pós-anestésicos do procedimento. Um canino, fêmea, com três anos e 11,1 kg da raça Bulldog Francês foi atendido no Hospital Veterinário da UNIPAMPA, em Uruguaiana, Rio Grande do Sul. O proprietário relatou que o animal não caminhava com os membros pélvicos há cerca de duas semanas, sem apresentar histórico de trauma ou convulsão. Após o exame clínico, a suspeita foi de DDIV e o paciente encaminhado para a realização de uma mielografia. Para a realização do referido procedimento foi administrado metadona (0,3 mg/kg) por via intramuscular, como medicação pré-anestésica e para indução da anestesia optou-se por midazolam (0,5 mg/kg) e propofol (10 mg/kg), ambos por via intravenosa (IV). Para manutenção foi utilizado isoflurano por via inalatória diluído em oxigênio a 100%. A fluidoterapia transanestésica foi realizada com Ringer Lactato (5 ml/kg/h IV). O paciente foi monitorado constantemente, em intervalos de cinco minutos durante o procedimento, onde os parâmetros avaliados foram: frequência cardíaca e respiratória, temperatura, saturação de oxigênio e CO2 ao final da expiração. Ao término da administração do contraste utilizado na mielografia, o paciente apresentou uma bradicardia (55 bpm). A administração de fluido nesse espaço eleva a pressão intracraniana, contribuindo para a redução da pressão de perfusão cerebral, o que induz mecanismos compensatórios de hipertensão sistêmica e bradicardia. Diante disso, optou-se então pela administração de uma dose de atropina (0,022 mg/kg) por via intravenosa a fim de restaurar o débito cardíaco. Os parâmetros fisiológicos foram restabelecidos após a intervenção. Sendo assim, uma vez que é necessária a anestesia geral para a execução da mielografia, o monitoramento dos parâmetros fisiológicos transanestésicos é essencial para promover a integridade do paciente, pois o procedimento é frequentemente associado a episódios de bradicardia e hipertensão.

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Publicado

2020-03-03

Como Citar

PROCEDIMENTO ANESTÉSICO EM CANINO SUBMETIDO À MIELOGRAFIA - RELATO DE CASO. Anais do Salão Inovação, Ensino, Pesquisa e Extensão, [S. l.], v. 10, n. 2, 2020. Disponível em: https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/100001. Acesso em: 2 nov. 2026.