CONOCE ÁREA B? UM ESTUDO SOBRE O ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO BINACIONAL BRASIL-URUGUAI

  • Caroline Roldan
  • Andressa Hennig Silva
Rótulo ecossistema, inovação, Binacional, estudo, caso

Resumo

A necessidade de inovar em qualquer organização, já é fato reconhecido e indiscutível. Neste sentido, faz-se necessário o desenvolvimento de ambientes, cada vez mais capazes de propiciar iniciativas inovadoras, assim diferentes organizações como: coworks, incubadoras, parques tecnológicos, aceleradoras de negócios, e, ecossistemas de inovação, tem emergido em diferentes cidades, regiões e países (FORSTER; PUFFAL, 2018). Neste cenário, os ecossistemas de inovação, tem ganhado destaque, uma vez que reúnem múltiplos atores interdependentes, capazes de desenvolver um ambiente propício para a surgimento de negócios inovadores (ZARPELON; BALESTRIN; PALMA, 2018; FERREIRA, GAVA, TORKOMIAN, 2019). A terminologia ecossistema representa uma metáfora, em relação ao conceito de ecossistemas biológicos. Neste cenário, dentre os diversos ecossistemas já existentes, optou-se por realizar o estudo em um ecossistema nascente e que apresenta uma característica completamente distinta dos demais ecossistemas já existentes, pois configura-se como binacional, ou seja, no qual coexistem atores de duas nacionalidades. A convivência histórica entre cidadãos das cidades gêmeas da fronteira Brasil-Uruguai é sui generis em razão das duas cidades estarem tão próximas, a ponto de serem separadas apenas por uma linha imaginária entre as ruas e/ou avenidas das cidades. Este estudo se justifica, uma vez que, ao consultar as principais bases de dados (Web of Science, Scopus, Scielo, Spell), não foi possível identificar volume de literatura a respeito de ecossistemas de inovação que congreguem mais de um país, além de contribuir para a criação de uma memória documental para o propio AREA B. Assim, a seguinte questão de pesquisa norteia o estudo: Como ocorreu a dinâmica de formação do ecossistema de inovação Binacional- Área B? Em relação a metodologia empregada neste estudo, figura como de abordagem qualitativa, caracterizado como exploratório, a estratégia de pesquisa eleita foi o método de estudo de caso, por atender, de maneira mais compatível, ao que a presente pesquisa se propõe. Uma das características de um estudo de caso, refere-se a profundidade esperada neste tipo de estudo, a qual pode ser conquistada a partir de múltiplas fontes de coleta de dados. Assim, os dados primários foram coletados a partir de entrevistas, pela observação participante nas reuniões dos grupos de trabalhos e eventos promovidos pelo ecossistema de inovação binacional Área B; além disso, obteve-se dados secundários a partir da análise documental, análise do site e redes sociais do ecossistema de inovação binacional Área B. Sendo assim, após a coleta dos dados, estes foram organizados de modo aplicação da técnica análise de conteúdo, a qual divide-se em três etapas: pré-análise, exploração do material e interpretação. Como principais resultados, verificou-se que a constituição do ecossistema binacional de inovação Área B, se deu inicialmente via movimentações e articulação de representantes da Universidade Tecnológica do Uruguai, juntamente com agentes públicos da cidade de Rivera como a Intendencia Departamental e a ANDE (Agência Nacional de Desenvolvimento). Os quais contrataram a consultoria do grupo VIA Estação do conhecimento da UFSC, para desenvolver a metodologia de implantação de ecossistemas de inovação. Assim sendo, a partir do diagnóstico realizado, outras instituições foram se somando ao movimento do ecossistema, cita-se: UNIPAMPA, IFSUL, Prefeitura de Sant´Ana do Livramento, empresas privadas, Vereadores, representantes da sociedade civil, SEBRAE, dentre outros, compondo assim o ecossistema de inovação binacional Área B. O ecossistema de inovação Binacional, Área B, O Área B, apresenta como proposta de valor integrar atores, conectar informações e consolidar a cultura da inovação e do empreendedorismo, acelerando o desenvolvimento da nossa área binacional (AREABINACIONAL, 2021). No dia 30 de julho do ano de 2020, os atores inicialmente envolvidos no ecossistema, assinaram o pacto pela inovação da fronteira, dando início oficial da formalização do ecossistema de inovação binacional (AREABINACIONAL, 2021). Em termos de estrutura, o Área B, está estruturado em 3 grupos de trabalho, a saber: Governança, Informação e Talentos, os quais se reúnem periodicamente buscando colocar em prática ações anteriormente elencadas no diagnóstico. Ao finalizar este estudo, foi possível perceber a importância da constituição do ecossistema de inovação binacional para o desenvolvimento do território da fronteira Brasil- Uruguai, além de contribuir academicamente para o avanço dos estudos em ecossistema, especialmente os constituídos a partir de mais de uma nacionalidade.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
ROLDAN, C.; HENNIG SILVA, A. CONOCE ÁREA B? UM ESTUDO SOBRE O ECOSSISTEMA DE INOVAÇÃO BINACIONAL BRASIL-URUGUAI. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.