MARCADORES SOCIAIS NA INSERÇÃO DE PESSOAS IDOSAS NO MERCADO DE TRABALHO EM REGIÃO DE FRONTEIRA

  • Daniela Oliveira
  • Elisangela Maia Pessoa
Rótulo Marcadores, Sociais, Mercado, Trabalho, Envelhecimento

Resumo

O presente resumo, centra-se na importância do uso de marcadores sociais no âmbito das políticas públicas de inserção no mercado de trabalho, como parte das discussões realizadas via execução do projeto de pesquisa intitulado Envelhecimento e Desafios para Mercado de Trabalho. A relevância da pesquisa incide sobre a necessidade de reflexão, quanto ao descompasso de um desmonte da seguridade social, onde cada vez mais os sujeitos serão requisitados/as a se aposentarem tardiamente, porém não se vislumbra na mesma medida arranjos econômicos e sociais que deem conta das necessidades do processo de envelhecimento. O objetivo geral do projeto de pesquisa em execução, consiste em Analisar as particularidades que emergem em Região de Fronteira no que diz respeito aos desafios de inserção no mercado de trabalho daqueles que envelhecem. Metodologicamente, a pesquisa tem enfoque qualitativo exploratório, sendo a pesquisa de tipo mista. Porém, para discussão sobre marcadores sociais conceito central para discussões propostas pela pesquisa optou-se pela realização de um levantamento bibliográfico em bancos de dados online, via a técnica de observação, com aplicação de roteiro norteador, tendo como foco a análise de conteúdo à luz do método dialético crítico. Tem-se diante do estudo, a premissa que a inserção no mercado de trabalho, ou a falta dela, torna-se significativamente complexa quando se trata de pessoas idosas. Porém, quando estão em análise regiões de fronteira, podem apresentar-se, ou não, dificuldades mais intensas, levando em consideração marcadores sociais, culturais e de concentração de mercado em diferentes regiões geográficas do país. Tal fato, torna-se importante à medida que homens e mulheres envelhecem sob determinadas condições de vida, fruto do lugar que ocupam nas relações de produção e reprodução social. Em termos de resultados, fica nítido que conceitualmente os marcadores sociais, podem ser de ordem natural idade, sexo biológico, altura, etc. , como de construções sociais classe, gênero, posicionamento político, cultura, etc. . Autores/as que discutem envelhecimento como Teixeira (2008), vão indicar que os marcadores sociais nessa faixa etária giram em torno principalmente de questões de classe, gênero, cultura, etnia/raça, idade, etc. Nesse sentido, o envelhecimento não pode ser considerado de forma homogênea, uma vez que tais marcadores sociais influem sobre o modo/forma que se vivencia esse período. Os marcadores sociais podem estar relacionados à desigualdade, se não houver um movimento de ir além do aparente, quando se trata de um olhar atento à população vulnerável, pode-se entrar em um processo de naturalização de exclusões, sem análise da realidade dos grupos, assim, tornando-se ainda mais difícil de se chegar à raiz dos problemas sociais. Historicamente no Brasil, a política pública previdenciária para trabalhadores/as não tem levado em conta os marcadores sociais, como se todos/as acessassem as mesmas condições de trabalho, o que se estende às pessoas idosas. Quando se indicam as reformas previdenciárias, somente se levam em conta questões cronológicas, como a expectativa de vida e aumento de índice de pessoas idosas no país, sem considerar-se o tipo de trabalho exercido por diferentes pessoas idosas, assim como o acesso que tiveram a saúde, educação, entre outras políticas públicas. Da mesma forma, não se levam em conta as particularidades regionais, quando se pensa em inserção de pessoas idosas no mercado de trabalho. Questiona-se: As pessoas idosas que residem em grandes centros populacionais e capitais têm o mesmo acesso/permanência ao mercado de trabalho, em detrimento daqueles que vivem em municípios de pequeno porte, em regiões inclusive de fronteira, que tem como foco essencial a agricultura, pecuária, etc.? Considerando que a pesquisa está em andamento, ainda não se tem clareza sobre a totalidade dos marcadores sociais, que podem estar sendo desconsiderados na região de delimitação do estudo. Porém, dados parciais do estudo têm mostrado que certamente existe uma disparidade no acesso/permanência de pessoas idosas quando se trata de inserção no mercado de trabalho em diferentes regiões, o que fragiliza os reais dados da realidade, uma vez que os índices apresentados em agências de dados nacionais indicam que a população idosa tem aumentado sua inserção no mercado de trabalho nos últimos anos, sem caracterizar realidades regionais e o fato desses/as estarem trabalhando na informalidade. Considerando que a Região da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, tem hegemonicamente, sua maior inserção no mercado de trabalho no meio agropecuário e de oferta de serviços (FEE, 2012), já pode-se perceber como o marcador social idade e classe poderá ter diferencial na inserção no mercado de trabalho de pessoas idosas, considerando a exigência de potencial físico, geralmente solicitada, para a agropecuária e de instrução - ensino médio, curso universitário, cursos profission

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
OLIVEIRA, D.; MAIA PESSOA, E. MARCADORES SOCIAIS NA INSERÇÃO DE PESSOAS IDOSAS NO MERCADO DE TRABALHO EM REGIÃO DE FRONTEIRA. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.