A COMPETITIVIDADE ELEITORAL NO COREDE FRONTEIRA OESTE NOS ANOS DE 1998 E 2002

  • Laura Oliveira Schossler
  • Edson Romario Monteiro Paniagua
Rótulo COREDE, Fronteira, Oeste, Competitividade, eleitoral

Resumo

O presente trabalho integra o projeto de Pesquisa, As Eleições para Deputados Federais no Distrito Eleitoral do Rio Grande do Sul nas Eleições dos anos de 1998 -2002 2006 2010 e 2014: por uma Geografia Política do Voto, que teve o financiamento da Fundação de Apoio a Pesquisa FAPERGS, nos anos de 2021 e 2022. Os objetivos são apresentar e discutir alguns resultados parciais da Competividade Eleitoral no COREDE Fronteira Oeste nos Anos de 1998 e 2002, pois ainda se encontra em coleta e análise de dados para as eleições subsequentes devido ao volume de dados. O COREDE Fronteira Oeste trata-se de uma divisão para o planejamento de políticas públicas, considerando as suas características econômicas e sociais. É formado pelos municípios de Alegrete; Barra do Quaraí; Itacurubi; Itaqui; Maçambara; Manoel Viana; Quaraí; Rosário do Sul; Santa Margarida do Sul; Santana do Livramento; São Borja; São Gabriel e Uruguaiana, abarcando uma região tradicional, alicerçada na agropecuária. Trata-se de uma abordagem de cunho espacial, partindo do subdistrito eleitoral, o Rio Grande do Sul, onde inserimos numa divisão regional, o COREDE Fronteira Oeste, perpassado por sete zonas eleitoras, conforme o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul TRE/RS que denominamos de distrito eleitoral informal. Esse recorte espacial também se consubstancia em uma abordagem metodológica, em conjunto com o método quantitativo e comparativo, a partir dos dados eleitorais do TRE/RS, desdobram-se numa perspectiva quantitativa e qualitativa, permitindo-nos perceber a construção de territórios políticos e as suas dinâmicas. Definiu-se como índice de competividade eleitoral, 1% dos votos válidos obtidos pelo candidato no COREDE Fronteira Oeste. Na eleição para Deputados Federais do ano de 1998 se teve vinte candidatos competitivos, que dos 266.174 votos válidos desse COREDE, concentraram 186.670 votos nominais, ou seja, 70,13%. No ano de 2002 foram vinte e quatro candidatos para um universo de 294.424 votos válidos que concentram 221.625 votos nominais, 75,27%. No ano de 1998 a votação foi concentrada e dominante, caracterizando-se pela presença de nove candidatos competitivos locais destacando-se Luiz Carlos Repiso Riela do PTB que ficou em 1º lugar e Luiz Carlos Heinze do Partido Progressista PP em 2º lugar. Na eleição de 2002 identificou-se até o momento uma candidatura local, com votação concentrada e dominante de Luiz Carlos Heinze do Partido Progressista Brasileiro PPB o mesmo PP, ficando em 1º lugar. Obteve 15,95% dos votos nominais 46.976 dos 294.424 votos válidos do COREDE Fronteira Oeste. O quadro partidário em 1998 teve-se a hegemonia do centro direita de viés liberal e neoliberal, os partidos PTB e PP e a emergência de um polo a esquerda através da Frente Popular PT; PSB; PCB e PCdoB. Em 2002 o centro direita destaca-se, mas se tem o avanço dos partidos de esquerda e do PDT que pode ser um reflexo da 1ª Eleição de Luiz Inácio da Silva em 2002. Os números apresentados nos têm a dizer sobre a competitividade eleitoral, que existe uma forte tendência de que a disputa eleitoral seja restrita a poucos candidatos, que logram êxito ao conseguirem concentrar a votação e ao fazerem minimizam a competição, o que está de acordo com os preceitos teóricos. Contribuem para esta lógica, o desempenho dos candidatos considerados locais/regionais, que por seus resultados se demonstram altamente concentradores dos votos e tem por reflexo disto a redução da disputa a um número sintetizado de atores em contraste com os números gerais.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
OLIVEIRA SCHOSSLER, L.; ROMARIO MONTEIRO PANIAGUA, E. A COMPETITIVIDADE ELEITORAL NO COREDE FRONTEIRA OESTE NOS ANOS DE 1998 E 2002. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.