POLÍTICA EXTERNA GETULISTA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

  • Alice Carneiro Siqueira
  • Bruno Iury dos Reis Basílio
  • Maria Eduarda Xavier Vilella
  • Ana Eliria Bonafé de Moura
  • Rafael Balardim
Rótulo Segunda, Guerra, Mundial, Diplomacia, Política, Externa, Brasileira, Governo, Vargas

Resumo

A presente pesquisa em andamento procura analisar como as relações diplomáticas brasileiras se desenvolveram no período da Segunda Guerra Mundial, decorrendo desde o período pré-guerra, momento em que o Brasil possuía boas relações com a Alemanha e os Estados Unidos, até o fim da política de equidistância pragmática, aplicada no governo de Getúlio Vargas para a consolidação da aliança com o governo norte-americano. Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945), o Brasil tentava conciliar seus objetivos políticos com as economias da Alemanha e dos Estados Unidos. Após as consequências da crise de 1929 e as medidas protecionistas do New Deal (1933-1937), os Estados Unidos e a Alemanha passaram a propor visões diferente em relação as suas economias. Os americanos arriscaram o livre comércio novamente e, enquanto isso, na Alemanha, foi proposto um modelo de comércio de compensação. No Brasil, um plano de industrialização e modernização foi proposto por Getúlio Vargas e, assim, a política externa brasileira se voltou para essas finalidades, atentando-se para os países que pudessem cooperar com o desenvolvimento do país. Dessa forma, esse projeto busca contribuir para o debate e o estudo acadêmico a respeito da Política Externa Brasileira considerando as decisões tomadas no governo de Getúlio Vargas durante o período da Segunda Guerra Mundial. O objetivo principal dessa pesquisa é analisar as influências para a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial e o fim da política de equidistância pragmática e tem como objetivos específicos: a) analisar a posição do Governo Vargas frente a guerra e rompimento das relações diplomáticas com o Eixo; b) apresentar os principais acordos feitos entre o Brasil e os Estados Unidos, analisando a conduta da diplomacia brasileira durante a guerra; c) analisar se os objetivos políticos brasileiros durante a Segunda Guerra Mundial foram alcançados. A metodologia aplicada consiste em uma pesquisa de natureza básica, utilizando-se de fontes primárias e secundárias. Por meio dos sites do governo, que são utilizados para a pesquisa com documentos oficiais (fontes primárias), e pesquisas bibliográficas (fontes secundárias). Os resultados parciais da pesquisa até o momento reconhecem que em uma tentativa de conciliar seus interesses políticos e econômicos, Vargas desenvolveu a política de equidistância pragmática que consistia em manter boas relações e negociar com os governos norte-americano e alemão. Mesmo que a adoção dessa política tenha sido muito favorável ao país, a guerra estava se estendendo e com a Alemanha e os Estados Unidos lutando em lados opostos, Vargas encontrou-se em uma posição de escolher um dos lados. Em 1942, após o ataque japonês à Pearl Harbor, no Oceano Pacífico, foi realizada a Conferência do Rio de Janeiro com a finalidade de estabelecer os ajustes a respeito do rompimento das relações diplomáticas dos países da América no que diz respeito aos países pertencentes ao Eixo. Na abertura da Conferência, o presidente Getúlio Vargas, em seu discurso, assegurou a cooperação do Brasil na unidade continental, consolidando a aliança com o governo norte-americano. Entre as razões que motivaram a decisão do Brasil em escolher os Aliados, pode-se citar a impossibilidade da comercialização com a Alemanha devido ao bloqueio britânico. Além disso, havia a proximidade histórica que o governo norte americano fez uso para conseguir o sustento e construir a base do seu ideal de hegemonia continental e a política da boa vizinhança. Assim, com uma participação ativa no conflito, o Brasil buscou alcançar benefícios que poderiam ser providos pela guerra e, dessa forma, atingir, através de acordos, seus propósitos políticos.

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Publicado
2022-11-23
Como Citar
CARNEIRO SIQUEIRA, A.; IURY DOS REIS BASÍLIO, B.; EDUARDA XAVIER VILELLA, M.; ELIRIA BONAFÉ DE MOURA, A.; BALARDIM, R. POLÍTICA EXTERNA GETULISTA NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 2, n. 14, 23 nov. 2022.